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terça-feira, 15 de novembro de 2016

45 Dias de Pânico Total! - Márcio Alves Ferreira

Uma frase resume este belíssimo e envolvente livro:

"Quando a esperança abandona a alma que você nem sequer supunha que possuía, o que toma conta do que resta de você, é o desespero, eis a angústia em sua forma mais mortal, assombrosa, pois nesta situação onde nem conseguimos raciocinar, chegamos à falência de todos os bons sentimentos. A partir daí, muitas vezes a demência poderá ser nosso único alivio e a morte quem sabe a única saída" 

Edson Moura (amigo e testemunha do autor)


Um livro comovente, de muita luta e superação, contado sempre em primeira pessoa, de maneira reflexiva, filosófica, psicológica, às vezes bem-humorada, mas sempre mantendo o teor autobiográfico. Foram dias terríveis, de um pesadelo que parecia nunca ter fim, e isto, por 45 dias de ataques recorrentes do Transtorno de Pânico. Chegando ao limite máximo do sofrimento humano, onde o autor relata, ter cogitado, no auge do desespero, a hipótese real de suicídio.

Sobre o autor:

Nasceu em São Paulo, Capital, onde viveu até o ano de 2015. Atualmente reside em Montanha-ES. Casado, pai de dois filhos. Formado em Psicologia, cursando especialização em Saúde Mental. 

Trabalhou durante quase três anos numa instituição que atende pessoas com deficiência intelectual. Atualmente exerce a profissão de Psicólogo no CREAS de Mucurici-ES (Centro de Referência Especializado de Assistência Social).

É um estudioso do comportamento e da mente humana. Leitor voraz de literatura. Amante da Filosofia. Escritor em Blogs e Facebook. Este é seu primeiro livro, mas já avisa: o primeiro de muitos outros.



domingo, 22 de setembro de 2013

O Semeador de ideias - Augusto Cury



Resumo do livro:

Um poderoso homem sofre perdas irreparáveis e torna-se um colecionador de lágrimas. Despedaçado, sai em busca dos porões da sua mente e da sociedade dos seus sonhos. “Não é possível”, pensei. Em vez de se prostrar diante de Deus, ele O chamou para um debate. E ninguém previa o que seria discutido. Depois desse episódio, ele deixou de ser um vendedor de sonhos e passou a ser um ousado semeador de ideias. E nós, após presenciar seu “debate”, nunca mais seríamos os mesmos. Não apenas os que o seguíamos ficamos perplexos, como também uma multidão que se aglomerou ao redor dele, emudecida.

Nesse livro o Mestre deixa de ser um vendedor de sonhos para ser um Semeador de Ideias. Novos personagens são apresentados e alguns discípulos ganham mais destaque. Os dois baderneiros, Bartolomeu e Barnabé, tem uma grande surpresa, muito impressionante.

O Mestre finalmente revela sua história em detalhes. Esclarecendo muitas coisas dos outros livros.

Como toda boa leitura, foi triste chegar a ultima linha e ler a palavra “fim”. A jornada do vendedor de sonhos é tão interessante e cheia de aventuras, que dá vontade de nunca parar de ler. Foi triste quando a historia acabou, eu estava quase “vivendo” o livro.
“Quero entender pelo menos as camadas mais superficiais de Tua mente, ‘Oh Desconhecido’! O que fazias em todos os infinitos estágios que antecederam os 14 bilhões de anos da existência do universo? (...)”.

Esse trecho foi tirado do debate com Deus. A parte que eu gostei mais. Nunca tinha pensado da maneira como ele falou. E não só os personagens ficaram perplexos, como eu também fiquei.

Como os outros livros da serie, o Semeador de Ideias também é excelente, suas ideias e pensamentos ficam presos na mente do leitor, Augusto Cury sabe como prender a atenção do leitor.

Título: O semeador de ideias
Autor: Augusto Cury
ISBN: 9788560096930
Editora: Academia de Inteligência
Páginas: 272

Armadilhas da Mente - Augusto Cury

Resumo do Livro:

Conta a história de Camille, uma jovem-senhora bem sucedida financeiramente, mas que vê sua vida ruir – em todos os aspectos – por um único motivo: está presa emocionalmente.

Confesso que sou um leitor preconceituoso e por isso relutei muito em ler a nova obra de Augusto Cury. Queimei a língua. Como comentei com alguns amigos, achava que este era “apenas mais um livro de dona de casa desesperada” e que “nem valia a pena ler”. Me arrependi profundamente. “Armadilhas da mente” não é mais um livro de autoajuda cheio de máximas motivacionais, mas um romance muito bem narrado, com diálogos densos e reviravoltas inimagináveis.  A história de Camille é intrigante, envolvente e surpreendente. Uma verdadeira viagem pela psicologia, psiquiatria e filosofia. Em suma, um livro que nos faz refletir (o que somos, como agimos e pensamos)  e deve ser lido por todos.

“Quem é rico? Quem tem a escritura de uma propriedade ou quem contempla suas imagens?”

A protagonista desta história é uma personagem fascinante: escreve e devora livros, professora e coordenadora de um curso acadêmico, pós-doutorada, conversa sobre qualquer assunto e tem um vocabulário muito extenso. Mas, como todo ser humano, tem muitas falhas: crítica, exigente (principalmente consigo mesma), egocêntrica, não gostava de ser confrontada, obsessiva, pessimista, cheia de manias e  não se curvava diante de ninguém. Isso fora os transtornos mentais: fobia, depressão, estresse, transtorno obsessivo-compulsivo e por aí vai.

“O tempo da escravidão não cessou. No passado, algemava-se o corpo, hoje, algema-se a mente.”

Camille era prisioneira de suas próprias emoções, mas não conseguia se tratar com especialista (Você irá se sentir tão aflita quanto ela durante a leitura): ela visualiza flashs dela e do marido, Marco Túlio se acidentando em alguma avenida de São Paulo; Em sua mente doentia, achava que  seu esposo estava sempre a traindo e, ao mudar para a nova residência, a fazenda Monte Belo, começou a sonhar que, na pele de um ex-morador escravo, estava sendo atacada. Ela não conseguia administrar seus pensamentos. Eram como demônios dentro dela.  Não conseguia ver a beleza das coisas simples e isso já estava afetando a vida de todos ao redor. Até que ela conhece Zenão do Riso, um jardineiro que dizia “NÂO” a tudo.

“Nós nos tornamos uma história: ganhos inesquecíveis, perdas irreparáveis. A história engravida as tempestades mentais. As frustrações escrevem parágrafos; as perdas, capítulos; as mágoas, textos. Tênues gotas tornam-se torrentes, diminutas poças geram oceanos. Sofremos pelo futuro.”

Zenão do Riso, ou ZÉ do Não, é o jardineiro residente da fazenda Monte Belo. Eita personagem! Apesar da simplicidade e do pouco estudo, tinha uma inteligência fora do comum. Ele até citava grandes pensadores, heróis de Camille, como Voltaire e Schopenhauer. Conviver com Zenão foi uma experiência muito edificante para Camille, apesar de relutar em reconhecer isso no inicio. Pelo que diz, tinha os mesmos problemas de sua patroa, mas só se curou após passar com o doutor  Marco Polo,  o “psiquiatra dos pobres”.

“Eu tenho dinheiro, mas ele é que é feliz. Não preciso trabalhar, mas é ele que descansa. Tenho meios para voar, mas é ele que se aventura. Tenho cama, mas é ele que dorme. Quem é rico? Se chove, ele se alegra; se faz sol, o suor o anima. Diga-me, quem é rico?”

Em suma, Marco Polo é um profissional muito diferente de todos. Ele trata seus clientes de forma humana, com muita cumplicidade, paciência e muita importância. Ele ajuda Camille a compreender seus problemas, superar seus medos e a vencer seus conflitos interiores (ah, ele é o único que consegue debater e argumentar com Camille).

“A mente mente. A mente é uma das maiores pregadoras de peças.”

Belíssimo e profundo, o autor consegue penetrar em nossas mentes com a história de Camille. Armadilhas da mente é um mergulho na mente brilhante de uma mulher singular. Profundo e emocionante, Augusto Cury nos mostra que os labirintos de nossas mentes são bem mais complexos e entrincheirados do que qualquer um de nós é capaz de imaginar. Ele definitivamente nos faz repensar sobre o apreço que damos as coisas materiais, relacionamentos interpessoais e amor próprio.

quinta-feira, 11 de outubro de 2012

O Segredo (Rhonda Byrne)

Resumo do Livro:

Atenção, isto é apenas um resumo do livro, o que não quer dizer que eu coadune com as ideias manifestadas no mesmo (Edson Moura)

 O SEGREDO revela incríveis estórias e testemunhos da vida real, de pessoas comuns que mudaram suas vidas de modo profundo. Aplicando "O SEGREDO" eles apresentam exemplos de como erradicar doenças, adquirir riquezas volumosas, superar obstáculos e alcançar o que muitos poderiam julgar ser impossível de ser alcançado.

 HÁ SEGREDO para tudo - para a alegria ilimitada, saúde,dinheiro, relações, amor juventude: tudo que você já quis algum dia. Espero que ao ler este resumo, você possa usá-lo como um grande poder motivacional para destravar o seu potencial individual que sempre esteve inexplorado.

"O SEGREDO É A RESPOSTA PARA TUDO O QUE FOI, TUDO O QUE É E TUDO O QUE ALGUM DIA SERÁ".    (Ralph Waldo Emerson - 1803-1882)
 Tudo que vem até você é atraído por você mesmo. É atraído até você pelas imagens que você mantém em sua mente. È o que você está pensando. Tudo que passa na sua mente é atraído até você. Os babilônios sempre souberam disso. São grupos privilegiados de pessoas. Porque você acha que 1% da população mundial ganha cerca de 96% do dinheiro que é gerado em todo o planeta? Você acha que isso é um acidente? Isso não é um acidente! È planejado dessa forma. Eles sabem de algo, entendem algo. Eles entendem O SEGREDO. E nesse exato momento, você está sendo apresentado ao SEGREDO.

 O modo mais simples, a meu ver, de SE encarar a LEI DA ATRAÇÃO é imaginar a si mesmo como imã. Um imã atrai outro imã.

 A LEI DA ATRAÇÃO. Nela você se torna aquilo no qual mais pensa, mas também atrai aquilo no qual mais pensa.

 Pensamentos emitem um sinal magnético que atrai um sinal semelhante de volta para você. Muitas pessoas pensam naquilo que elas NÂO querem e se perguntam porque essas coisas aparecem repentinamente na vida delas.

 ALEI DA ATRAÇÃO não quer saber se você busca algo que seja bom ou ruim ou se você quer ou não quer determinada coisa. Ela simplesmente responde aos seus pensamentos. Se você fica olhando para um monte de dívidas e se sentindo mal a respeito, este é o sinal  que você está enviando para o universo. "Eu me sinto muito mal por conta desses monte de dívidas que eu tenho". Você está afirmando isso para você mesmo. Você sente essa situação ruim profundamente em todos os níveis do seu ser. Assim, você terá mais duvidas ainda.

 Quando você olha para algo que você quer e diz SIM para esse algo, você está ativando o pensamento e a lei da atração responde a esse pensamento e lhe traz coisas que combinem  com esse algo. Quando você olha para algo que você não quer e diz NÃO para esse algo, você, na verdade, não afasta esse algo. Você está ativando o pensamento relacionado ao que você não quer e a lei da atração trata de trazer mais desse algo para você.Este é um universo que se baseia em atração. TUDO está relacionado  à atração.

A LEI DA ATRAÇÃO TRABALHA O TEMPO TODO, QUER VOCÊ ACREDITE NELA, ENTENDA-A OU NÃO.

A LEI DA ATRAÇÃO DIZ: nós lhe daremos o que quer que você diga e no que quer que você se encontre. Então se você reclamar de quão é a situação, criará mais dessa mesma situação.
 A vida pode ser absolutamente fenomenal. Deverá ser e será, assim que você passar a usar o segredo.

"SUBA O PRIMEIRO DEGRAU COM FÉ. VOCÊ NÃO PRECISA VER A ESCADARIA INTEIRA. APENAS DÊ O PRIMEIRO PASSO" Martin Luther king - 1929-1968

"TUDO QUE NÓS SOMOS É RESULTADO DAQUILO QUE PENSAMOS NO PASSADO". Siddhartha Gautama Buda

"A IMAGINÇÃO É TUDO, É A PRÉVIA DAS ATRAÇÕES FUTURAS". Albert Einstein - 1879-1955
"TUDO QUE A MENTE DO HOMEM PODE CONCEBER ELA PODE ALCANÇAR".  W.Clement Stone - 1902-2002

"QUER VOCÊ PENSE QUE PODE OU QUE NÃO PODE, VOCÊ ESTÁ CERTO".   Henry Ford - 1863-1947

Há apenas um riacho de bem-estar e alegria que corre. È o riacho da energia positiva pura. E o universo, tudo que nos conhecemos, está provido abundantemente com essa energia. Esse é o mundo que se baseia no bem estar. E quando você permite que esse riacho corra em sua totalidade, sente-se muito bem. E quando você não permite que esse riacho corra, sente-se mal. È o seu riacho de bem estar ou bondade que você está permitindo ou negando. Nossas emoções magníficas nos informam como está o balanço entre "permissão” e "negação".

O LIVRO:
Título original: The Secret/ by Rhonda Byrne
No Brasil O Segredo
Páginas: 196
Ano: 2006



quarta-feira, 12 de setembro de 2012

Raiva, domine-a ou seja dominado



Muito já foi dito sobre as emoções ao longo das eras e, com certeza, algumas definições têm sido nominadas como melhores e outras como piores. A palavra emoção deriva do latim movere (pôr em movimento). Isso nos fala da sua natureza de colocar em movimento, de dentro para fora, comunicando ao mundo nossos estados de necessidades internas. Todas, então, seriam úteis e por isso foram mantidas no processo evolucionário humano. Lógico que algumas perderam sua função original e se adaptaram, como puderam, à nova realidade da civilização moderna. Afinal, não precisamos mais correr de leões ou matar animais para nossa alimentação. Mas o sistema de luta e fuga continua ativo.

O homem modernizou a sua estrutura social. No entanto, internamente, em seus processos somáticos, ainda é praticamente o mesmo do tempo das cavernas. Basicamente, estamos preparados para caçar e reproduzir; o resto foi se acumulando ao longo de milhares de anos e reflete-se no que somos hoje: criaturas com respostas emocionais às diversas situações nas quais, às vezes, certas manifestações não seriam necessárias, ou que surgem em dimensões desproporcionais à situação vivida. Caso duvide disso, pergunte a quem tem síndrome do pânico ou algum tipo de fobia. Um exemplo é a pessoa que pode ser considerada corajosa, mas, diante de uma minúscula aranha ou uma inofensiva lagartixa ou barata, literalmente “perde a linha” e surta.

Sempre buscamos diferenciar as emoções umas das outras e tentamos associá-las, relacionando as sensações orgânicas com a situação em que estamos envolvidos, fazendo uma ligação direta entre o fato, nossa interpretação dele e o que sentimos. Além das diversas interpretações diferentes que cada um de nós pode dar às situações semelhantes, ainda existe a intensidade da emoção, às vezes forte demais e, outras vezes, não percebidas adequadamente.

Nos animais, a manifestação de raiva foi observada em dois tipos de comportamentos: o ataque a outros animais, para obtenção de alimento, e a agressão afetiva, que serve para corte às fêmeas ou para demarcação de território. É fato que não sabemos nominar nossas emoções: estamos sempre confundindo o que sentimos. As emoções, na visão dos poetas, fazem de nós humanos, mas a realidade é que elas podem atrapalhar, e muito, aqueles que não conseguem detectar seus próprios estados emocionais.

No ano de 1924, Maranon, neurocientista francês (citado por Richard Restak em O Cérebro Humano, p.141), injetou adrenalina em 210 indivíduos, o que fez surgir sensações fisiológicas em todos eles. Quando o experimentador, de maneira indutiva, contava uma história qualquer com fundo emocional, fazia brotar no sujeito a emoção sugerida no texto. Graças ao efeito da adrenalina, a emoção surgia forte. Dessa maneira ele fez "aparecer" todas as nuances das emoções humanas apenas contando diferentes histórias. Essa experiência foi repetida na década de 1960, com algumas alterações de modelo operacional, mas com resultado similar, por Stanley Scharter e Jerome Singer.

Com a mesma base química, mas com interpretações pessoais diferentes das histórias contadas, o significado individual fez surgir emoções que mais se alinhavam com a perspectiva do indivíduo. Podemos inferir, então, que tecnicamente seriam as mesmas reações somáticas que originam as emoções; apenas os nomes dados pelos sujeitos que as vivenciavam eram diferentes, por conta de suas expectativas ou interpretações do contexto.

Nos dias atuais, a complexidade da origem das emoções é debatida ao extremo e nada está totalmente descartado. Alguns defendem a ideia de quatro emoções básicas, outros de seis estados emocionais naturais. Esse exemplo é puramente ilustrativo para que não percamos de vista a possibilidade de estar dando nomes diversos aos mesmos bois.

Podemos então acreditar que muitas das emoções que sentimos, ou nominamos, têm sua origem na mesma fórmula química endócrina? Seremos então escravos de hormônios e neurotransmissores? Isso nos dá bons argumentos para pensar com cuidado sobre como devemos reagir da próxima fez que estivermos sob forte emoção. Afinal, se a emoção tem a sua forma dada pela interpretação da história contada, se ressignificarmos o conteúdo, mesmo sem alterar a base química, podemos alcançar um novo estado emocional.

Isso pode soar apenas como teoria para alguns, pois a prática não deve ser tão fácil. A maioria das pessoas não consegue perceber quando está entrando em um estado emocional alterado. "Sob forte emoção estamos sempre certos!" Todos pensam assim?

Dessa pequena abertura podemos passar a qualificar as emoções básicas, que segundo os estudos do psicólogo estadunidense Paul Ekman, são seis. Tratamos de emoções naturais, aquelas percebidas em todos os humanos com o mesmo código facial de expressão muscular, porém guardando diferenças quanto aos motivos culturais para suas manifestações: o que faz rir um oriental pode fazer chorar um ocidental, por assim dizer.

Personalidades que souberam usar sua raiva...para o bem ou para o mal

ADOLFO HITLER. O que pode tê-lo tornado uma pessoa destruidora? Talvez a morte do pai em 1903, quando ele tinha apenas 14 anos, ou ainda o falecimento da mãe, em 1908, de câncer, quando o então jovem Adolf não tinha completado 20 anos de vida. Sabemos que ele foi péssimo aluno, rejeitado pela escola de belas-artes de Viena e pela escola de arquitetura. Não foi correspondido no amor declarado em centenas de poemas a Stefanie - isso pode ter sido consequência da enorme diferença de classe social. Em Viena aos 20 anos, Hitler fazia molduras para se sustentar, lavava pratos, limpava carruagens, estava sempre malvestido, vivia em albergues e remexia latas de lixo com seus amigos Neumann e Hanisch em busca de qualquer coisa de valor. Foi expulso de um albergue por não pagar uma prostituta camada Hannah, que era judia, da qual contraiu sífilis. Em 1913 o exército o recusou, por causa de seu estado de saúde, mas o aceitou como voluntário em 1914, durante a Primeira Guerra. Foi condecorado por um ataque que o deixou cego por três dias, mas sua cegueira era de fundo psicológico, pois o gás era inofensivo.

WALT DISNEY. Maus tratos na infância podem ter despertado um gênio criativo? Disney viveu em uma fazenda no interior do Missouri, com um pai extremamente severo, que lhe impunha castigos terríveis quase todos os dias. Foi uma infância de sofrimento contínuo e de muito trabalho pesado. Um dia Walt descobriu que não possuía certidão de nascimento e isso fez com que alimentasse a ideia de que era filho adotivo. Podemos perceber a provável influência desses fatos na estrutura familiar de seus personagens. Aos 16 anos, dirigiu ambulâncias para a Cruz Vermelha na Europa, durante a Primeira Guerra Mundial, e viu de perto os horrores do conflito. Anos depois teve seus primeiros personagens, Alice e Oswald, roubados pelo ex-patrão. O interessante foi a resposta que deu quando soube que, por não ter documentado direito sua criação, não havia como reclamar: escreveu um telegrama a seu sócio e irmão dizendo que tudo estava certo, que ele não se preocupasse, pois já havia em sua mente um personagem espetacular: Mickey Mouse.
 
CHARLIE CHAPLIN. Tragédia familiar pode transformar uma pessoa positivamente? Os pais, ambos artistas famosos na época, separaram-se quando Chaplin nem tinha completado três anos de idade. O pai, alcoólatra, não queria contato com o filho, pois já tinha uma amante. Charlie ficou sob os cuidados da mãe, emocionalmente instável. Um dia, quando ele tinha apenas cinco anos, viu a mãe sofrer um problema na laringe enquanto se apresentava em um teatro lotado de soldados; foi vaiada e a plateia atirou coisas sobre ela. Machucada gravemente, ela foi para os bastidores. O pequeno Charlie subiu, sozinho, ao palco e cantou uma música, controlando a massa enfurecida. O pai morreu de cirrose quando ele tinha 12 anos, a mãe foi internada em um asilo, mentalmente perturbada, pois não tinha como cuidar dos filhos. Foi necessário muito esforço durante a infância e a adolescência para que Charlie e seu irmão conseguissem terminar os estudos em uma escola para pobres no sul de Londres. Sofrimento foi sua marca registrada.
 
THOMAS ALVA EDISON. Frequentou a escola, ensino formal, por menos de seis meses. Aprendeu sozinho, e com a ajuda da mãe, lendo apenas o que lhe interessava. Começou a vida vendendo jornais, sanduíches, doces e frutas dentro dos trens. Ficou surdo e sobre isso, quando questionado sobre se a deficiência auditiva o prejudicava, disse uma vez: "Ao contrário, a surdez foi de grande valia para mim. Poupou-me o trabalho de ficar ouvindo grande quantidade de conversas inúteis e me ensinou a ouvir a voz interior. Além do mais, um homem que precisa gritar quando fala nunca diz mentiras".

Uma situação que pode provocar a raiva em bebês nos diz muito da natureza dessa emoção. Uma interferência física: segurar os membros da criança, impedindo seus movimentos, não permitindo que ela se liberte, irá disparar uma rápida reação. Isso demonstra que essa emoção nasce quando algo interfere na nossa intenção de fazer algo. Ela pode ser ampliada se percebermos ser a ação bloqueadora intencional, ou seja, a pessoa que nos impede os movimentos decidiu fazer isso conscientemente.

O aproveitamento de energia provocado pela raiva pode ocorrer naturalmente em algumas pessoas que foram humilhadas, perseguidas ou que tiveram uma interpretação da realidade que ressaltou tal emoção. Poderia ter sido diferente se, em vez de a raiva ser controlada e direcionada para a ação, ela tivesse sido transformada em rancor e ódio. Esses sentimentos poderiam destruir a possibilidade de um pensamento estratégico que oferecesse um rumo ao sujeito que os vivencia.

Raiva que alimenta

Muitos líderes, gerentes, homens ou mulheres de sucesso tentam provar algo para alguém que no passado os humilhou ou impediu seu desenvolvimento. Desse modo, seu êxito é uma resposta à provação que podem ter passado em outra época. Sua alta autoestima resulta de uma retroalimentação da emoção.
Algumas pessoas relatam que seus sonhos trazem a memória de tempos difíceis e isso proporciona uma energia incrível para levantar pela manhã e lutar no mundo, para nunca mais ter de passar por aqueles momentos terríveis.

A emoção, em si, e o sentimento que ela desperta não é determinante para o comportamento. Como interpretamos as situações e direcionamos nossos recursos é o que determina sucesso, vitória ou doença e morte. Ouvimos sempre dizer que outros fatores, como sorte ou azar, devem ter peso de influência no resultado final. Isso pode ser até possível, mas a decisão de buscar uma situação ou outra nasce no livre arbítrio e esse surge da capacidade de percepção de nossas próprias emoções.

Não se pode tomar uma decisão sem ao menos saber que tipo de emoção esta manifesta em nosso organismo. A pura sensação fisiológica pode não ser suficiente e clara a ponto de permitir uma avaliação definitiva do progresso comportamental.

Não existe emoção ruim. Todas foram mantidas durante a evolução por um bom motivo: são úteis para a manutenção da espécie, ajudam-nos a permanecer vivos. Sem elas poderíamos cometer erros de avaliação e nos colocar em risco de morte, por exemplo. Uma pena que, com a evolução social e cultural, o homem tenha deixado de prestar atenção à linguagem interna, às matrizes biológicas, acabando, muitas vezes, por precipitar ações que podem causar enorme prejuízo a si mesmo.

"Não é a intensidade dos sentimentos elevados que faz os homens superiores, mas a sua duração." (Friedrich Nietzsche).



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