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quinta-feira, 6 de janeiro de 2011

O Príncipe - Nicolau Maquiavel

Sinopse do Livro:

Nicolau Maquiavel (em italiano Niccolò Machiavelli; Florença, 3 de maio de 1469 — Florença, 21 de junho de 1527) foi um historiador, poeta, diplomata e músico italiano do Renascimento. É reconhecido como fundador do pensamento e da ciência política moderna, pelo fato de haver escrito sobre o Estado e o governo como realmente são e não como deveriam ser.

Os recentes estudos do autor e da sua obra admitem que seu pensamento foi mal interpretado historicamente. Desde as primeiras críticas, feitas postumamente por um cardeal inglês, as opiniões, muitas vezes contraditórias, acumularam-se, de forma que o adjetivo maquiavélico, criado a partir do seu nome, significa esperteza, astúcia.

Niccolò di Bernardo dei Machiavelli viveu a juventude sob o esplendor político da República Florentina durante o governo de Lourenço de Médici e entrou para a política aos 29 anos de idade no cargo de Secretário da Segunda Chancelaria. 

Nesse cargo, Maquiavel observou o comportamento de grandes nomes da época e a partir dessa experiência retirou alguns postulados para sua obra. Depois de servir em Florença durante catorze anos foi afastado e escreveu suas principais obras. Conseguiu também algumas missões de pequena importância, mas jamais voltou ao seu antigo posto como desejava.

Como renascentista, Maquiavel se utilizou de autores e conceitos da Antiguidade clássica de maneira nova. Um dos principais autores foi Tito Lívio, além de outros lidos através de traduções latinas, e entre os conceitos apropriados por ele, encontram-se o de virtù e o de fortuna.

Sobre o autor: Nicolau Maquiavel
Nicolau Maquiavel (em italiano Niccolò Machiavelli; Florença, 3 de maio de 1469 — Florença, 21 de junho de 1527) foi um historiador, poeta, diplomata e músico italiano do Renascimento. É reconhecido como fundador do pensamento e da ciência política moderna, pelo fato de haver escrito sobre o Estado e o governo como realmente são e não como deveriam ser. Os recentes estudos do autor e da sua obra admitem que seu pensamento foi mal interpretado historicamente. Desde as primeiras críticas, feitas postumamente por um cardeal inglês, as opiniões, muitas vezes contraditórias, acumularam-se, de forma que o adjetivo maquiavélico, criado a partir do seu nome, significa esperteza, astúcia.

Niccolò di Bernardo dei Machiavelli viveu a juventude sob o esplendor político da República Florentina durante o governo de Lourenço de Médici e entrou para a política aos 29 anos de idade no cargo de Secretário da Segunda Chancelaria. Nesse cargo, Maquiavel observou o comportamento de grandes nomes da época e a partir dessa experiência retirou alguns postulados para sua obra. Depois de servir em Florença durante catorze anos foi afastado e escreveu suas principais obras. Conseguiu também algumas missões de pequena importância, mas jamais voltou ao seu antigo posto como desejava.

Como renascentista, Maquiavel se utilizou de autores e conceitos da Antiguidade clássica de maneira nova. Um dos principais autores foi Tito Lívio, além de outros lidos através de traduções latinas, e entre os conceitos apropriados por ele, encontram-se o de virtù e o de fortuna.

terça-feira, 4 de janeiro de 2011

"A República de Platão" Platão

O livro "A República de Platão" é definitivamente indispensável ao estudioso da ciência jurídica. O livro todo gira em torno de uma questão essencial para o Direito: ?Que é justiça??

Direcionado à resposta da pergunta é entabulado um diálogo entre Sócrates e seus discípulos. Para alcançar a almejada resposta, no entanto, o filósofo traça observações basilares à Filosofia, investiga a Política e tangencia a Arte.

Para solucionar a questão de que seja a Justiça é necessária a leitura dos capítulos 1,2,8,9,10. Vale a pena ser justo? Ou basta parecer justo? Há diferença entre o justo e o injusto? O justo pertence ao bem? Essas são as variantes da mesma questão inicial, as quais o filósofo responde de maneira afirmativa: sim, é melhor ser justo! E associa o bem à justiça, ainda que a princípio os sofistas pregassem o contrário.
O ponto alto do livro para a Filosofia, bastante conhecido, é o da Alegoria da Caverna, no qual o mundo conhecido são sombras, e os filósofos são os que vislumbram as reais imagens, enquanto os demais, meras projeções, que crêem verdadeiras. A idéia dos arquétipos dirige a obra toda. Tudo o que existe no mundo fático existiu antes na idéia. Grosso modo, A idéia seria a fôrma da realidade.

Quanto à Política o destaque fica por conta da estrutura da cidade ideal criada pelo filósofo. Cidade que seria governada não por meros tiranos (por vezes iletrados), mas sim, pelos filósofos. Apresentada assim a idéia parece simplória e bastante visitada, mas são diversos capítulos os que se dedicam a toda a estrutura da cidade para que fosse possível que esta fosse governada por filósofos. Lida à luz do arcabouço de tentativas de implementação de regimes políticos de que dispomos hoje, não deixa de ser importante fonte de reflexão. Outro ponto que demanda meditação é o da análise das formas de governo, que são relacionadas com o temperamento do indivíduo em si ? pontos bastante contemporâneos surgirão aos olhos dos leitores.

Suas observações quanto à Arte são sempre muito perspicazes, prova de uma observação fora do comum. Sem embargo, cai no disputa entre literatura e filosofia, criticando em Homero seus personagens que desmotivariam uma conduta digna. Sobre esse assunto é melhor que se leia o primeiro capítulo de Onde encontrar sabedoria do crítico Harold Bloom.

O fraco do livro está na sua forma. A forma de diálogo retórico é bastante cansativa, uma vez que, em regra, só as falas de Sócrates têm qualquer conteúdo, enquanto a dos demais não passa de repetitivos e irritantes ?Como não??, ?Absolutamente?, ?Como não haveria de ser??, ?Sem dúvida?.

De qualquer modo é um livro imprescindível quer por sua fundamentalidade, quer por sua contemporaneidade.


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