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quinta-feira, 11 de outubro de 2012

Carta aos Romanos (Karl Barth)


Resenha do Livro:

Um clássico da teologia do século 20, este comentário de Barth da Carta aos Romanos é leitura indispensável para quem quer entender os rumos da teologia contemporânea. 

Muito Mais que um comentário da epístola paulina, de enorme importância para estudiosos do Novo Testamento, trata-se de um tratado teológico que ficou conhecido como responsável pelo golpe fatal contra o liberalismo neokantiano do Século19. 

Karl Barth tem sido avaliado por muito como o maior teólogo do século 20. Considerando-se um pensador cristão reformado e ortodoxo (daí o epíteto neo-ortodoxo que Barth não apreciava), Barth combateu as diferentes formas de liberalismo teológico, de Schleiermacher a Bultmann. 

Mesmo assim é considerado por muitos críticos conservadores como criptoliberal e um pensador heterodoxo. O exame das fontes primárias por cada estudioso parece ser o melhor caminho para entender melhor este controvertido autor. E nada melhor que começar pelo primeiro livro de destaque de Barth: Carta aos Romanos. 

Esta edição do texto completo da obra traduzido diretamente do original alemão com comentários pelo tradutor Lindolfo K.Anders, um dos maiores estudiosos do pensamento de Karl Barth no Brasil.

domingo, 9 de janeiro de 2011

Meu nome era Judas - C. K. Stead

Resumo do Livro:

O escritor C.K. Stead propõe uma polêmica alternativa ao Novo Testamento ao contar a história de Jesus pelo ponto de vista de Judas Iscariotes. Nesta versão não há traição, não há beijo, não há divindade, não há milagres, não há suicídio. A história de Judas é a de um homem que ousou ir contra a tradição de sua família para abraçar a causa que lhe parecia verdadeira. 

Depois, testemunha do suplício de Jesus, ele sente perder a esperança quando ouve seu desabafo na cruz; 'Senhor Deus do Céu, por que me abandonaste?'. Décadas mais tarde, tendo renunciado a seu nome, a seu povo e a sua fé, Judas acompanha as notícias sobre a nova religião cristã que então desponta, cujos seguidores insistem em chamá-lo de traidor.

Christian Karlson Stead, Onz , CBE (nasceu 17 out 1932) é uma Nova Zelândia escritor cuja obra inclui romances, poesia, contos e críticas literárias.

Um dos romances de Karl Stead , Smith's Dream, forneceu a base para o filme Sleeping Dogs , estrelado por Sam Neill , o que se tornou o primeiro novo filme Zelândia lançado nos Estados Unidos e. Mansfield: A Novel foi um dos finalistas para 2005 Tasmânia Pacífico Fiction Prize recebeu elogios em 2005 Commonwealth Writers Prize para o Sudeste da Ásia e Pacífico sul.

CK Stead nasceu em Auckland . Para a maior parte de sua carreira foi professor de Inglês na Universidade de Auckland , aposentando-se em 1986 para escrever em tempo integral. Ele recebeu um CBE em 1985 e foi admitido na mais alta honraria da Nova Zelândia pode oferecer, a Ordem da Nova Zelândia em 2007.

Obras do autor:

Se a vontade é livre: Poemas 1954-1962
A Nova Poética (1964)
Smith's Dream (1971)
Cruzando o Bar (1972)
Quesada: Poemas 1972-1974 (1975) 
Andando Westward (1979)
Cinco para o Symbol (1981)
Geografias (1982)
No caso de vidro: Ensaios sobre Literatura da Nova Zelândia (1982)
Paris: Um poema (1984)
Poemas de uma década (1983)
Todos os visitantes em terra (1984)
A Morte do Corpo (1986)
Pound, Yeats, Eliot e do Movimento Modernista (1986)
Between (1988) Entre (1988)
Respondendo ao Idioma: Ensaios sobre escritores modernos (1989)
Vozes (1990)
O Fim do Século no Fim do Mundo (1992)
O Whakapapa Canto (1994)
Villa Vittoria (1997)
 Palha em ouro: Novo e poemas selecionados (1997)
O Blonde Blind com velas em seu cabelo (1998)
Falar sobre O'Dwyer (1999)
A Coisa Certa (2000)
O Escritor no Trabalho: Ensaios (2000)
A História Secreta do Modernismo (2001)
Kin do Lugar: Ensaios sobre os escritores da Nova Zelândia, 20 (2002)
Mansfield: um romance (2004)
Meu nome era Judas (2006)
O Rio Preto (2007)

Autor: C. K. Stead
Editora: A R X
Categoria: Cristianismo
Ano Edição: 2007
ISBN:9788575812686
Nº da Páginas:239
Tipo de capa: Brochura

Há um significado neste Texto? - (Interpretação Bíbliva: Os Enfoques Contemporâneos) Kevin Vanhoozer

Resumo do Livro

Há um significado na Bíblia?
Será que esse significado envolve o leitor ou a maneira de ler? A doutrina cristã tem alguma contribuição a dar aos debates acerca da interpretação, da teoria literária e da pós-modernidade? Essas perguntas são fundamentais para os estudos bíblicos contemporâneos e para a teologia.

Em resposta a elas, Kevin Vanhoozer argumenta que a crise pós-moderna na hermenêutica – "a incredulidade para com o sentido", um ceticismo arraigado que se relaciona à possibilidade de uma interpretação correta – é basicamente uma crise na teologia. Segundo o escritor, ela é provocada por uma perspectiva inadequada a respeito do Criador e pela chamada "morte" de Deus.

A Parte 1 desta obra examina os modos pelos quais a desconstrução e a crítica radical da resposta do leitor “desfazem” os conceitos tradicionais de autor, texto e leitura. Na Parte 2, Vanhoozer defende o conceito do autor e a possibilidade do conhecimento literário, valendo-se dos recursos da doutrina cristã e abordando o significado em termos de ação comunicativa. Uma contribuição importantíssima para a correta compreensão dos textos sagrados! VANHOOZER, Kevin J. Há um significado neste texto? Interpretação bíblica: os enfoques contemporâneos. São Paulo: Vida, 2005. 663 p.)
 
Sobre o Autor:
Quem é Vanhoozer? O autor é professor de teologia sistemática na Trinity Evangelical Divinity School, nos Estados Unidos, desde 1998, tendo também ensinado nessa instituição de 1986 a 1990. Obteve seu mestrado no Seminário Teológico Westminster e seu Ph.D. na Universidade de Cambridge, na Inglaterra.

Sua dissertação de doutorado nasceu de várias entrevistas que fez com o filósofo Paul Ricoeur, particularmente sobre a maneira como, em sua análise filosófica, a narrativa bíblica foi formulada. Ricoeur diria posteriormente numa entrevista que Vanhoozer entendeu sua filosofia melhor do que ele mesmo a entendia. 

Além de conferencista sênior na Universidade de Edimburgo, na Escócia, ele foi membro da comissão de doutrina da Igreja da Escócia, onde teve a oportunidade de aplicar e testar vários aspectos daquilo que veio a se tornar o livro Há um significado neste texto?

O que é esse livro? Em termos gerais, trata-se de um projeto que advoga uma hermenêutica que opere simultaneamente com os elementos autor-textoleitor (equivalentes aos três componentes da fala: locução-ilocução-perlocução). Na primeira etapa (as primeiras 200 páginas) o autor assume uma postura descritiva, permitindo que o leitor conheça as principais tentativas de formular uma hermenêutica que isola um elemento deste paradigma em detrimento dos demais.

Como exemplo da tentativa de “desfazer o autor”, Vanhoozer cita especialmente Jacques Derrida, Ferdinand de Saussure e até mesmo J. Severino Croatto! O que fica claro logo de início é que o autor dispensa caricaturas tradicionalmente feitas de teólogos e filósofos e baseia sua análise em fontes primárias. Para o contexto latino-americano, a inclusão de Croatto na análise é extremamente apropriada, já que sua hermenêutica permeou por décadas a teologia brasileira sem qualquer avaliação ou contestação.

Neste sentido, fiquei surpreso ao ler nas recomendações encontradas nas orelhas do livro a celebração de teólogos brasileiros pela chegada de um material de hermenêutica de indubitável qualidade. Segundo a leitura de Vanhoozer, Croatto acredita que a Bíblia, se ligada aos autores originais, torna-se um depósito fechado de significado, um relicário de épocas e pessoas distantes. Os autores [...] morrem no próprio ato de codificar a sua mensagem (p. 111-112).

Para Vanhoozer, esta postura em relação ao autor ilustra perfeitamente o aforismo de Dostoievski: Se não existe autor, tudo é permitido (p. 112). Em resposta a tal aforismo Vanhoozer pergunta: Todavia, seria essa declaração um motivo para dançar ou para se desesperar? Posso pensar em três razões para fazer ambas as coisas: dançar, sim, mas de uma maneira angustiada, consciente de que se está bailando à beira de um abismo.

Assim, vejo esta primeira parte do livro de Vanhoozer como uma voz de advertência aos teólogos que festejam a morte do autor à Croatto. Conforme diz o subtítulo original da obra (A Bíblia, o leitor e a moralidade do conhecimento literário), a decisão de distanciar o autor de seu texto é uma decisão moral. Para Vanhoozer esta decisão é simplesmente uma maneira de substituir aquele que fala no texto por aquele que lê.

Na segunda parte do livro (as próximas 300 páginas), Vanhoozer assume uma postura construtiva, propondo o que ele entende ser uma abordagem hermenêutica apropriada. Sua proposta é introduzida num contexto filosófico porque foram premissas filosóficas que acabaram informando a hermenêutica do tipo supramencionado. A terminologia utilizada é densa para os que não estão familiarizados
com teoria literária, mas acaba sendo de grande proveito no desenrolar do argumento. Nesta segunda parte do livro Vanhoozer “ressuscita” o autor que tinha sido morto, “redime” o texto que tinha sido desacreditado e “reforma” o leitor que havia perdido as virtudes peculiares a uma hermenêutica cristã. “Apresentarei uma alternativa construtiva à versão de Derrida de leitura responsável, uma alternativa que tira sua orientação básica da crença cristã de que Deus se comunica com os outros (“No princípio era o verbo...”) e que os humanos, criados à imagem de Deus, são igualmente agentes comunicativos” (p. 231).

Quais são as contribuições dessa obra? Definitivamente, o livro não visa instruir o membro de igreja na tarefa de interpretar a Bíblia. O propósito principal, como ele mesmo afirmou, é apresentar uma alternativa construtiva à versão hermenêutica que desfaz o autor, o texto e o leitor. Dentre as inúmeras contribuições oferecidas pelo autor, enumero aqui algumas que poderiam trazer grande auxílio para uma hermenêutica informada por princípios reformados:

1) a inclusão do conceito de ação comunicativa na leitura de textos bíblicos;
2) a redescoberta da distinção entre significado e significância, há muito popularizada por Hirsch em seu livro Validade na Interpretação; 3) a distinção entre leitura densa e tênue; 4) a distinção entre entender e sobreentender;
5) a distinção entre sentido literal, literário e literalista; 
6) a redefinição ou reafirmação do que é um texto, o que é significado, o que é intenção autorial,
o que é interpretação, etc. 

Enfim, todos estes conceitos, sejam eles novos ou redefinidos, prometem trazer grande contribuição para qualquer teólogo que tenha interesse em manter um canal de diálogo aberto com a próxima geração. Com respeito ao uso que o autor faz da Trindade em sua hermenêutica, é bastante encorajador para nós que cremos na inspiração das Escrituras ver a maneira como ele compara o
paradigma autor-texto-leitor com Deus Pai-Deus Filho-Deus Espírito. 

Deus é descrito como o autor/criador, Cristo como o verbo (a palavra/o texto) encarnado que comunica com exatidão a pessoa do Pai, e o Espírito Santo como aquele que atua de maneira crucial na interpretação e aplicação desta Palavra na vida do ser humano. Os que estão mais em sintonia com o a história do evangelicalismo perceberão na dedicatória do livro a Robert H. Gundry a
polêmica da qual o livro originalmente fez parte. 

Quais são as limitações do livro? D. A. Carson, que recomenda entusiasticamente a versão da obra em inglês como o tão esperado caminho de saída do “lamaçal hermenêutico contemporâneo”, identificou algumas limitações na obra da maneira como ela se encontra hoje. Segundo Carson, este tríplice paradigma parece encaixar muito bem em João 1.1-14, onde Cristo é descrito como a palavra de Deus encarnada. 

Fora do Evangelho de João, fica difícil manter essa estrutura com a mesma força. Com respeito à versão do livro em português, também é lamentável que o tom confessional de Vanhoozer tenha sido um pouco abafado em certos lugares nos quais se tinha em vista um paralelo com a linguagem das Escrituras. Um exemplo disto está na primeira frase do capítulo 5, na página 234: “O medo do autor está no começo do conhecimento literário”. 

Em inglês o autor, fazendo um jogo de palavras para lembrar o provérbio bíblico, escreveu: “O temor do autor é o princípio do conhecimento literário”. Mesmo assim, não posso deixar de parabenizar o excelente trabalho de tradução e publicação de uma obra tão pertinente à discussão hermenêutica latino-americana.

Ficha Técnica:
ISBN: 978-85-7367-917-5
Páginas: 664
Formato: 16x23cm
Categoria : Área bíblica/Hermenêutica contemporânea/Filosofia
Acabamento: Brochura
Autor: Kevin Vanhoozer
Editora: Vida

sábado, 8 de janeiro de 2011

Bíblia de estudo Aplicação Pessoal - (Versão Almeida Revista e Corrigida 2001)

Prefácio à segunda edição:

não há maior privilégio nem alegria do que estudar a Palavra de Deus. Quando nos damos conta de que Deus nos amou o bastante para não apenas enviar seu Filho como sacrifício expiatório pelos nossos pecados, mas também se importou tanto conosco, que nos revelou suas verdades para desafiar e orientar nossa vida, ficamos pasmos de ver como merecemos pouco diante do muito que ele fez por nós!

Há somente um conjunto de verdades absolutas neste mundo, e não é a matemática nem a ciência (pois nem todas as leis da física valem para um quasar ou para um buraco negro), mas apenas a Palavra de Deus. Nela se encontram de fato os princípios eternos que foram estabelecidos com o propósito de nos conduzir ao longo desta vida.

Portanto, estudar a Palavra de Deus com a máxima atenção é tanto um privilégio quanto uma responsabilidade. Como cristão, deixar de estudar a revelação inspirada equivale a recusar conhecer as leis do país em que vivemos e, assim, infringi-las de modo impune. É um ato que fatalmente trará consequências catastróficas, pois significa que não damos importância para as regras às quais prometemos obedecer por sermos cidadãos do nosso país — seja o Brasil, os Estados Unidos, a Grã-Bretanha, ou o céu (cf. Fp 3.21).

O propósito deste livro é proporcionar um panorama abrangente dos princípios hermenêuticos que regem a leitura de qualquer livro, mas em particular se destina ao estudo e à compreensão da Bíblia, a Palavra de Deus. Gosto de usar uma metáfora culinária: quero ensinar meus alunos a prepararem uma refeição de alta qualidade com a Palavra, de modo que possam fornecer alimento sólido para as pessoas que estiverem sob seus cuidados (cf. Hb 5.14). 

De uma coisa tenho certeza: os cristãos querem se alimentar, e meu alvo é capacitar pastores e professores nas igrejas, para que saibam descobrir essas verdades bíblicas preciosas e transformá-las em sermões e estudos bíblicos para o rebanho que Deus lhes confiou. Fiquei agradavelmente surpreso e gratifi cado diante da maneira como o Senhor usou a primeira edição deste livro nos últimos quinze anos. Chegou a hora de atualizá-lo a espiral Hermenêutica e acrescentar material que surgiu durante esse intervalo de tempo. Não há estudante que não fique admirado ao ver a quantidade de coisas impressas a cada ano. 

Estamos vivendo na época da maior explosão de conhecimentos de toda a história. Qualquer pessoa que tenha um computador sabe disso. Nossos conhecimentos nas áreas bíblica e teológica praticamente dobraram ou até triplicaram nas últimas décadas. Nunca foram publicados tantos comentários, dicionários, enciclopédias e artigos como nos últimos anos. Só para atualizar este livro, para que refletisse os últimos quinze anos (1991-2006) de estudos acadêmicos, tive de acrescentar mais de trezentos títulos à bibliografia.

Informo agora o que foi acrescentado a esta nova edição. Primeiro, há dois capítulos completamente novos que trazem informações que precisavam fazer parte do livro: (1) “A interpretação da Lei” (Cap. 6) mostra como interpretar as passagens da Torá do Pentateuco, incluindo os códigos legais, as regras acerca de coisas e pessoas puras e impuras, e o sistema sacrificial. (2) “O Antigo Testamento no Novo Testamento” (Cap. 14) procura auxiliar o estudioso que se dedica a entender os vários
contextos e aplicações das passagens do Antigo Testamento citadas pelos escritores do Novo. 

Isso inclui o uso que fazem de paradigmas, como os que podemos encontrar na Septuaginta, nos Targuns, nos Midrash e nos textos de Qumran. O capítulo mapeia técnicas como tipologia, alegoria e novos sentidos, apresentando um método para entender como os autores do Novo Testamento usavam a Antiga Aliança, e fornece exemplos extraídos das principais evidências, tais como Mateus, João, Atos, Paulo, Hebreus e Apocalipse.

Em segundo lugar, acrescentei novas seções dentro de capítulos que já existiam: Incluí na introdução duas subdivisões intituladas “A interpretação e o problema da distância” e “O papel do leitor na interpretação”. Incluí no capítulo dois (“Gramática”) informações importantes na seção “Análise gramatical do texto” e uma conclusão, além de uma nova seção sobre a teoria do aspecto. 

Acrescentei ao capítulo quatro (“Sintaxe”) uma seção sobre “Análise do discurso e linguística do texto” e um “Excurso sobre o debate acerca da linguagem inclusiva”. No capítulo cinco (“Contextos históricos e culturais”), atualizei quase todas as seções, incluindo dados importantes mais recentes. 

Acrescentei ao capítulo sete (“Narrativa”) uma subdivisão intitulada “Interpretando a narrativa bíblica”, sobre as críticas da fonte, da forma e da redação. 

Ao capítulo oito (“Poesia”) incorporei a subdivisão “A estrutura dos salmos”. 

Acrescentei ao capítulo nove (“Sabedoria”) informações fundamentais sobre a interpretação do Eclesiastes. 

Ao capítulo dez (“Profecia”) adicionei dados importantes sobre o desenvolvimento da tradição profética, além de breves seções sobre o “lamento profético” e a leitura canônica ou sincrônica.

Incorporei ao capítulo onze (“Apocalíptica”) dados sobre a “Recriação do cosmos”, a cosmovisão do livro de Apocalipse e a interpretação de símbolos. Incluí no capítulo doze (“Parábola”) informações essenciais sobre a “História da interpretação”.

Ao capítulo quinze (“Teologia bíblica”) acrescentei muita coisa à introdução sobre o desenvolvimento histórico da teologia bíblica, além de uma seção sobre o “Método narrativo”. 

Adicionei ao capítulo dezesseis (“Teologia sistemática”) seções importantes sobre “A virada pós-moderna” e “Método teológico”. Incluí no capítulo dezessete (“Homilética I: contextualização”) uma subdivisão intitulada “Desenvolvendo uma cultura eclesiástica transformada”. Ao capítulo dezoito
(“Homilética II: o sermão”) incorporei uma subdivisão chamada “Uma teologia bíblica da pregação”.

Por fim, ao longo de todo o livro atualizei e refiz seções sob a perspectiva de novos dados e descobertas nos diferentes campos de conhecimento. Por exemplo, não acrescentei novas seções a nenhum dos dois apêndices sobre questões filosóficas em torno do pensamento de que é possível descobrir o significado original de um texto, mas incorporei uma boa quantidade de dados extraídos de autores como Anthony Thiselton, Kevin Vanhoozer e Nicholas Wolterstorff.  

O volume de informações surgidas nessa área nos últimos quinze anos é de tirar o fôlego! Como consequência dessas revisões, atualizações e acréscimos, espero que a segunda edição se revele um importante passo na tarefa da hermenêutica e venha a servir à igreja com mais fidelidade do que a primeira edição.

Grant Osborne
19 de junho de 2006

Publicação: CPAD

sexta-feira, 7 de janeiro de 2011

Um ateu garante: Deus Existe - Antony Flew

Antony Flew, um dos mais conceituados filósofos da contemporaneidade, autor de trinta obras filosóficas e defensor do ateísmo durante cinqüenta anos, se dispõe a mostrar de forma clara e objetiva, provas consideradas incontestáveis para a defesa do teísmo em seu mais recente livro: “Um ateu garante: Deus existe“.

Apesar de o título soar um pouco clichê e contraditório para alguns, o conteúdo é de grande riqueza, o qual abrange argumentos de Filosofia, Física, Biologia e outras áreas da ciência. Ainda ateu, Flew ressuscitou o teísmo racional; com a necessidade de defesa, filósofos cristãos ressuscitaram uma área da religião que há tempos não tinha nenhum progresso: a filosofia.

O livro é dividido em duas partes. Na primeira, intitulada “Minha negação do divino”, o autor revela em três capítulos sua caminhada desde a infância até sua escolha pelo ateísmo; sua criação em um colégio metodista; a influência do pai também pastor e sua posterior escolha pelo ateísmo. É sincero ao tomar a postura de que nunca teve uma única experiência considerada sobrenatural e nenhum interesse por religião: “Ir à capela ou à igreja, recitar orações e praticar outros atos religiosos eram, para mim, quase apenas deveres cansativos“O livro também explicita que o problema do mal visto através do resultado da Segunda Guerra Mundial teve papel importante em suas escolhas.

Quando entra na faculdade em Oxford, Flew tem o privilégio de participar do Socratic Club, clube presidido por C.S Lewis, o “mais eficiente defensor do cristianismo da segunda metade do século XX", segundo o filósofo. A partir do contato com esse grupo e principalmente com o argumento socrático máximo do clube (“Devemos seguir o argumento até onde ele nos levar"), Flew começa a questionar argumentos, até então estáticos, de filósofos como Locke, Hume, Kant e Russell. Avança, assim, na discussão da filosofia em um contexto geral e mais a frente nos argumentos ateus. Seus livros abordavam a questão do teísmo com grande abrangência; os argumentos não eram únicos, se utilizava do problema do mal, do determinismo, do ônus da prova da existência ou não de uma entidade superior, da causa inicial, de uma inteligência superior e vários outros argumentos históricos e científicos.

Já na segunda parte, denominada “Minha descoberta do divino”, as idéias, antes utilizadas para o ateísmo de forma até então irrefutável para alguns, são esmiuçadas de maneira racional no sentido real da palavra. A proposição de que somente com a razão é possível aprender sobre a existência e a natureza de Deus é retomada, nas palavras do próprio autor: “Eu também não alego ter tido qualquer experiência pessoal a respeito de Deus nem do que pode ser descrito como sobrenatural ou miraculoso. Resumindo, minha descoberta do Divino tem sido uma peregrinação da razão, não da fé".

O uso de argumentos científicos é abundante para a prova de que há uma inteligência superior. A Cosmologia e a Física são duas áreas bastante abordadas nesse ponto, pois expõem a origem do Universo e remontam aos mais variados argumentos da existência de um ser criativo superior, considerado divino. Richard Dawkins, atualmente conhecido pelo best-seller Deus, um delírio, é duramente criticado pelo uso parcial dos argumentos da Biologia. O problema filosófico da definição do nada (nihil), abordado por Niestchze, também encontra contestação ao longo dos últimos capítulos o qual leva em consideração também a teleologia.

Por fim, dois apêndices enriquecem mais ainda o conteúdo do livro: o apêndice A é uma crítica ao chamado “novo ateísmo”, escrita por Roy Abraham Varghese e que também leva a autoria do prefácio. A abordagem é baseada em cinco pontos pelos quais o novo ateísmo não consegue explicar, são eles: a racionalidade, a vida, a consciência, o pensamento e o ser; já o apêndice B aborda o aspecto cristão do livro, é um diálogo travado entre Antony Flew e N.T. Wright, uma das maiores autoridades no estudo do Novo Testamento. Questionamentos sobre a existência de Cristo e sua ressurreição são bem respondidas e levam a uma curiosidade maior para o estudo da história de Cristo.

Um ateu garante: Deus existe, é um livro que aborda, não de forma aprofundada, o que seria impossível, ou seja, vários aspectos da antiga discussão entre teístas e ateístas, colocando novos rumos nos argumentos e propondo novos caminhos e maneiras de pensar.

Sobre o autor: 
Antony Flew, filho de um ministro metodista, nasceu em Londres, Inglaterra. Foi educado na St. Faith's Scholl, Cambridge e depois na Kingswood School, em Bath. Durante a Segunda Guerra Mundial, estudou a língua japonesa na Escola de Estudos Orientais e Africanos da Universidade de Londres e serviu como oficial da inteligência da Real Força Aérea.

Após a guerra, Flew graduou-se em Literae Humaniores (o estudo dos Clássicos) na St John's College, de Oxford, como aluno de Gilbert Ryle. Ambos estiveram entre os filósofos de Oxford que foram intensamente criticados por Ernest Gellner em seu livro "Words and Things" (1959). Em 1954, Flew começou a chamar a atenção para sua carreira ao debater com Michael Dummett sobre causalidade retroativa.

Flew foi palestrante de Filosofia em Oxford de 1949 a 1950, e após esse tempo, por quatro anos na Universidade de Aberdeen. Foi também professor de Filosofia na Universidade de Keele por vinte anos. Entre 1973 e 1983 ele deu aulas de Filosofia na Universidade de Reading Depois de aposentar-se, Flew assumiu durante alguns anos um posto em período parcial na Universidade York, de Toronto.

Em 1975, Flew desenvolveu em seu livro "Thinking About Thinkin" a falácia do Nenhum escocês verdadeiro.

Do Ateísmo ao Deísmo:
Ateísta militante

Ainda estudante, Flew frequentou com razoável regularidade os encontros semanais no Clube Socrático de C. S. Lewis. Embora considerasse Lewis um "homem eminentemente razoável" e "de longe o mais poderoso apologista cristão dos sessenta anos seguintes à fundação daquele clube", Flew não chegou a se impressionar com o argumento da moralidade de Lewis, descrito no livro Cristianismo Puro e Simples.

Flew também criticou diversos outros argumentos filosóficos sobre a existência de Deus. Ele concluiu que o argumento ontológico em particular falha por se basear na premissa de que o conceito de Ser pode ser derivado do conceito de Bondade. Apenas as formas científicas do argumento teleológico impressionavam Flew de forma decisiva.

Mudança de opinião:
 Em diversas ocasiões, a partir de 2001, começaram a circular rumores sobre um abandono do ateísmo por parte de Flew, que publicamente se manifestou para negá-los. Em 2003, Flew chegou a assinar o Manifesto Humanista III.

Entretanto, em dezembro de 2004, Flew, em uma entrevista oferecida a Gary Habermas, seu amigo e oponente filosófico, admitiu reconhecer evidências em favor da existência de Deus. Esta entrevista foi publicada no periódico "Philosophia Christi", da Universidade Biola com o título Atheist Becomes Theist - Exclusive Interview with Former Atheist Antony Flew (Ateísta torna-se Teísta – Entrevista Exclusiva com ex-ateu Antony Flew).

Flew concordou com esse título. De acordo com a introdução, Flew havia em janeiro de 2004, pouco tempo antes da entrevista, declarado a Habermas que ele havia adotado uma postura deísta. Mais tarde, o texto foi revisto pelos dois participantes ao longo dos meses precedentes à publicação da entrevista. No artigo, Flew afirma que certas considerações filosóficas e científicas o levaram a repensar seu trabalho de toda uma vida em apoio ao ateísmo em favor de um tipo de deísmo, similiar ao defendido por Thomas Jefferson: "Por um lado a razão, principalmente na forma de argumentos pró-design nos assegura que há um Deus, por outro, não há espaço seja para alguma revelação sobrenatural, seja para alguma transação entre tal Deus e seres humanos individuais".

A concepção de Deus adotada por Flew, conforme explicada na entrevista, é limitada à ideia de Deus como causa primeira. Ele rejeita a idéia de um pós-vida, ou de Deus como origem do bem e da ressurreição de Jesus como um fato histórico, embora tenha permitido em seu último livro a adição de um breve capítulo argumentando em favor da ressurreição de Cristo.

Críticas à mudança de Antony Flew não tardaram a aparecer, como a do jornalista Mark Oppenheimer, que valeu-se da idade do filósofo, então com 84 anos, para sugerir que Flew estivesse sofrendo de algum tipo de leve de demência.

Em 2007, Flew lançou um livro intitulado "There's a God" (Existe um Deus), tendo o escritor Roy Varghese como co-autor. Logo após o lançamento, o jornal The New York Times publicou um artigo reportando que Varghese teria sido quase que inteiramente responsável pela redação do livro e que Flew sofria um acentuado estado de declínio mental, tendo grande dificuldade em recordar figuras chave, idéias e eventos relacionados ao tema do livro. [“Isso é na verdade coisa do Roy [Varghese]”, disse Flew ao jornalista Mark Oppenheimer do New York Times. “Ele mostrou para mim e eu disse tudo bem. Estou muito velho para esse tipo de trabalho!”.]


O artigo provocou exclamações públicas em que Varghese foi acusado de manipulador[Varghese justificou suas ações, apoiado pelo editor, que divulgou um texto assinado por Flew, onde este reiterava a sua autoria das idéias constantes no livro, respondendo que em função de sua idade já avançada (84 anos na ocasião), o papel de um colaborador na redação do texto, não era apenas justificável como também necessário. Flew insistia ainda que a possibilidade ser manipulado por alguém devido a sua idade era totalmente equivocada.

Em God and Philosophy (1966) e The Presumption of Atheism (1984), Flew conquistou sua fama argumentando que alguém deveria pressupor o ateísmo até que alguma evidência de Deus aflorasse. Ele ainda sustenta esta abordagem evidencialista embora, nos anos recentes tenha admitido que essas evidências de fato existem. Em dezembro de 2004 ele declarou em uma entrevista: "Eu considero um Deus muito diferente do Deus dos cristãos e muito distante do Deus do Islamismo, porque ambos são retratados como déspotas orientais, Saddam Husseins cósmicos".

quinta-feira, 6 de janeiro de 2011

Direto ao Ponto - Ricardo Gondim

Sinopse do Livro:

Não desejo ser leviano em minhas considerações. Estes ensaios teológicos são responsáveis e tementes à Deus. Estendo esta responsabilidade às pessoas. Eu lido com gente que vive situações concretas e enfrenta um mundo pleno de possibilidades e perigos. 

Em minha comunidade, mães trazem filhas em cadeira de roda para a escola dominical; pais, aflitos com os filhos que sucumbiram ao vício das drogas, anseiam por respostas. Já enterrei rapazes. Já vi o câncer maltratar amigos até à morte. Não me resigno a responder a tantos dilemas da vida com frases prontas e chavões idealizados. Reservo-me ao direito de não estreitar-me à bitola das teologias prontas.

Espero que os capítulos deste livro despertem seu interesse por outros temas e gere pesquisa, estudo e meditação. Ainda há muito a ser feito. Consagro a Deus cada página que escrevi para que gere sede pelo eterno, paixão por Jesus e gana de viver. (Ricardo Gondim)

Autor: Ricardo Gondim
Editora: Editora Doxa
Edição: 1º Edição
Páginas: 148
Ano: 2009
Acabamento: Brochura
Formato: 14 x 21 cm

A assinatura de Deus - Grant Jeffrey

Sinopse do Livro:

A Assinatura de Deus é o mais interessante e fascinante livro já escrito por Grant Jeffrey.

Este livro o impressionará com suas evidências científicas bem documentadas que provarão que a Bíblia é a Palavra Inspirada de Deus, sem nenhuma sombra de dúvida. 

Grant argumenta que foi Deus quem, de fato, escreveu sua assintura nas páginas das Escritas, através de inúmeras provas divinas de que suas palavras são inspiradas e verídicas. 

Explore as descobertas extraordinárias que provam que Deus escreveu a Bíblia. -Os misteriosos códigos hebreus na Bíblia que revelam Hitler, Rabin e Sadat. -O nome "Yeshua - Jesus" aparece em código ao longo de todo o Antigo Testamento. -A incrível precisão das profecias que se cumpriram nesta geração.

.Inscrições encontradas no Sinal remetem aos eventos do livro de Êxodo. -O nome de José e de Moisés encontrados em inscrições antigas. -Evidências da miraculosa destruição das muralhas de Jericó. -Relatórios científicos incrivelmente acurados encontrados na Bíblia. -Informações médicas avançadas nas Escrituras. -Esmagadora prova histórica da morte e ressurreição de Cristo. 

Se você deseja saber que a Bíblia é realmente inspirada por Deus ou se quiser testemunhar para um amigo, A Assinatura de Deus é uma evidência convincente de que as Escrituras são dignas de confiança. 

Editora: Bompastor
Ano: 1996
Edição: 1
Número de páginas: 291
Formato: Médio

O Evangelho Maltrapilho - Brennan Manning

Sinopse do Livro:

O escândalo da graça.

O evangelho maltrapilho foi escrito para pessoas aniquiladas, derrotadas e exauridas. Pessoas que se acham indignas de receber o amor de Deus. Quem sabe, ignoradas pela comunidade de cristãos por não se encaixarem no perfil de super-homem ou de super-mulher que lhes é constantemente exigido. Pessoas cansadas da espiritualidade superficial e consumista. Pessoas que travam inúmeras batalhas interiores por não se sentirem parte de uma comunidade afetiva e acolhedora.

É um livro que escrevi para mim mesmo e para quem quer que tenha ficado cansado e desencorajado ao longo do Caminho, confessa o autor.


Sobre o autor: Brennan Manning

Batizado Richard Francis Xavier, o escritor Brennan Manning nasceu e cresceu, junto com os dois irmãos, num subúrbio barra pesada de Nova York. Sua família enfrentou dificuldades - experiência que certamente contribuiu para aguçar-lhe a sensibilidade pelos anseios dos humildes e simples no ministério que abraçaria anos depois -, mas isto não o impediu de entrar para a Universidade St. John, da qual sairia para servir no Corpo de Fuzileiros Navais dos Estados Unidos (os famosos marines) durante a Guerra da Coréia.

De volta à vida civil, Manning tentou estudar jornalismo na Universidade do Missouri, mas seus questionamentos pessoais e a palavra de um conselheiro o levaram a um seminário católico. Em fevereiro de 1956, ao meditar sobre o caminho de Jesus até a cruz, sentiu-se comovido pelo Evangelho e chamado por Deus. "Naquele momento", relata, "a vida cristã passou a ter um novo significado para mim: uma relação íntima e profunda com Jesus." Quatro anos mais tarde, graduou-se em Filosofia e, posteriormente, em Teologia, pelo Seminário St. Francis.

Um dos aspectos mais interessantes sobre a trajetória ministerial de Brennan Manning é o trânsito entre a academia e as favelas, a universidade e as vilas, povoados e cortiços. Pensador brilhante, especialista em Escrituras e Liturgia, foi entre as populações carentes dos Estados Unidos e da Europa que encontrou o caminho para colocar em prática o tipo de cristianismo com o qual se comprometera desde o início de sua vocação: o da compaixão e serviço abnegado. Viveu em clausura e contemplação; carregou água para populações rurais e foi ajudante de pedreiro na Espanha; lavou pratos na França; deu apoio espiritual a presidiários suíços.

Com a fé reafirmada, Brennan Manning retornou aos Estados Unidos, fixando-se inicialmente no Alabama, onde tentou organizar uma comunidade nos mesmos moldes da Igreja primitiva. Voltou ao campus no fim dos anos 1970 e, depois de enfrentar uma crise pessoal, começou a escrever e ministrar palestras, atividades que mantém até hoje, sempre com o objetivo de comunicar o amor incondicional de Deus em Jesus. "Aprendi de um sábio franciscano que, para quem conhece o amor de Cristo, nada mais no mundo é tão belo e desejável."

Páginas: 224
Tamanho: 14x21
Categoria: Espiritualidade
Ano: 2005
Autor: Brennam Manning

A mão invisível de Deus - R. C. Sproul

Sinopse do Livro:

Na paisagem montanhosa da antiga Canaã, os irmãos de José enciumados pelo belo caso que José exibia e pela preferência do pai pelo irmão mais novo, deram início ao encadeamento dos fatos que, gerações mais tarde, levariam uma jovem egípcia a ouvir o choro de uma criança flutuando dentro de um cesto sobre as águas do Rio Nilo. 

Como decorrência desse encontro, viria a Lei... Dos guardadores da Lei viriam as profecias que apontam para uma manjedoura em Belém ... E, finalmente, para uma sepultura vazia guardada por anjos... Neste livro, o renomado R.C. Sproul mostra-nos como, desde o princípio dos tempos, a providência de Deus - a mãos invisível que governa o Universo com ´perfeita intencionalidade´ - tem trabalhado para o bem daqueles que o amam. 

Com clareza e perspicácia, Sproul esclarece princípios doutrinários, compartilhando suas próprias experiências familiares de intervenções divinas tal qual os dramáticos encontros com a providência divina vivenciados pelos grandes heróis bíblicos. O resultado é este volume esclarecedor que inspira os cristãos de hoje a depositar sua confiança no Deus que controla cada um - cada partícula - do Universo.

Editora: Bompastor
Ano: 2001
Edição: 1
Número de Páginas: 275

Formato: 14cm x 21cm
Autor(es): R. C. Sproul


quarta-feira, 5 de janeiro de 2011

Decepcionado com Deus - Philip Yansey

Resumo do Livro:

Lidar com o sofrimento é o mais duro teste para a fé. A princípio, parece uma contradição: por que Deus permite situações de tamanha calamidade pessoal na vida de pessoas que se dispõe a crer e confiar nele? Muitas delas não resistem a esses testes e sucumbem.

Em Decepcionado com Deus, Philip Yancey aceita o desafio de analisar, à luz da Bíblia, a questão do sofrimento e investigar a função da dor na formação do caráter. Em vez de apoiar-se em velhos clichês usados para justificar situações extremas - e que, via de regra, não satisfazem a alma daquele que passa por elas -, o autor humaniza a discussão, dando espaço até para o desabafo de quem se acha marionete ou cobaia de Deus supostamente injusto.

Ao mesmo tempo, numa demonstração de profunda sensibilidade à mensagem das Escrituras Sagradas, Yancey revê o próprio conceito de sofrimento e mostra que as provas da vida ajudam o cristão a aperfeiçoar sua comunhão com o Senhor e compreender melhor a dimensão da graça. O escritor vai mais além e revela como um aparente desastre pessoal pode contribuir para o processo de reconhecimento da dor do próximo, gerando a compaixão.

"O autor mostra como, muitas vezes, nossas súplicas são tentativas inconscientes de encaixar Deus nos parâmetros da nossa inteligência limitada. Então, incrivelmente, nos decepcionamos com Deus por não se submeter à nossa vontade."

segunda-feira, 3 de janeiro de 2011

"Vida e Obra de João Wesley"

John Wesley viveu na Inglaterra do século XVIII, uma sociedade conturbada pela Revolução Industrial, onde crescia muito o número de desempregados. A Inglaterra estava cheia de mendigos itinerantes, políticos corruptos, vícios e violência generalizada.

O cristianismo, em todas as suas denominações, estava definhando. Ao invés de influenciar, o cristianismo estava sendo influenciado, de maneira alarmante, pela apatia religiosa e pela degeneração moral. Dentre aqueles que não se conformavam com esse estado paralisante da religião cristã, sobressaiu-se John Wesley. Primeiro, durante o tempo de estudante na Universidade de Oxford, depois como líder no meio do povo.

Infância:
John Wesley, décimo terceiro filho do ministro anglicano Samuel e de Susana Wesley, nasceu a 17 de junho de 1703, em Epworth na Inglaterra.
Devido às atividades pastorais que impediam o Reverendo Samuel de dar a devida assistência ao lar, Susana assumiu a administração financeira da família e a educação dos filhos e filhas. Disciplinava com rigidez os filhos, mantendo horário para cada atividade e reservando um tempo de encontro com cada filho para conversar, estudar e orar.

Incêndio em sua casa:
Ainda na infância, John Wesley foi o último a ser salvo, de forma miraculosa, em um incêndio que destruiu toda sua casa, onde estivera preso no segundo andar. A partir desse dia, Susana, sua mãe, dedicou-lhe atenção especial, pois entendeu que Deus havia poupado sua vida para algo muito especial.
Aos cinco anos de idade, Susana Wesley começou a alfabetizar o John, usando o livro dos Salmos como apostila.
John estudou com sua mãe até os 11 anos. Entrou, então, para uma escola pública, onde ficou como aluno interno por seis anos. Aos 17 anos, foi para a Universidade de Oxford.

Estudos:
Jonh Wesley iniciou seus estudos em Oxford onde começa a se reunir com um grupo de estudantes para meditação bíblica e oração, sendo conhecidos pelos colegas universitários de "Clube Santo", ele não inventou o nome: alunos, notando que os membros do grupo tinham horário e método para tudo que faziam, os taxaram como 'metodistas'. Wesley preferia chamá-los simplesmente de 'Metodistas de Oxford'..

Neste grupo Wesley e seu irmão Carlos iniciaram a visitar e evangelizar os presídios. Wesley passou então a se interessar mais pela questão social de seu país e a miséria que a Inglaterra vivia na época.
Assim, gradua-se em Teologia, e pode ajudar a seu pai na direção da Igreja Anglicana.
Isto até os 32 anos, quando atendeu a um apelo: precisava-se de missionários na Virgínia, Nova Inglaterra.

Missão na Virgínia:
Um dos episódios que marcou o início do metodismo foi a viagem missionária de Jonh Wesley aos EUA - Virgínia para "evangelizar os índios" sendo praticamente fracassado. Em sua viagem de retorno Jonh Wesley expressa sua frustração "fui à América evangelizar os índios, mas quem me converterá?".

Durante uma tempestade na travessia do Oceano Atlântico, Wesley ficou profundamente impressionado com um grupo de morávios (grupo de cristãos pietistas que buscavam a conversão pessoal mediante o Espírito Santo) a bordo do navio que, durante uma grande tempestade, as crianças e os adultos moravios cantavam e louvavam ao nome do Senhor (Deus)e Wesley vendo a fé que tinham diante do risco da morte (o medo de morrer acompanhava Wesley por ele achar que, Deus não poderia o justifica-lo mediante seus pecados e por isso constantemente temia a morte desde sua juventude) predispôs à seguir a fé evangélica dos morávios. Retornou à Inglaterra em 1738.

Conversão:
Após 2 anos, John Wesley volta desiludido com o trabalho realizado na Virgínia. Encontra-se, então, com Pedro Böhler, em Londres. Böhler era pastor moraviano (da Morávia, Alemanha) e com ele John Wesley se convence de que a fé é uma experiência total da vida humana. Procurou, então, libertar-se da religião formalista e fria para viver, na prática, os ensinos de Jesus.

No dia 24 de maio de 1738, numa pequena reunião, ouvindo a leitura de um antigo comentário escrito por Martinho Lutero, pai da Reforma Protestante, sobre a carta aos Romanos, John sente seu coração se aquecer (entende-se que Wesley experimentava o "batismo no Espírito Santo"). Experimenta grande confiança em Cristo e recebe a segurança de que Deus havia perdoado seus pecados.

A Experiência do Coração Aquecido:
No dia 24 de maio de 1738, na rua Aldersgate, em Londres, Wesley passou por uma experiência espiritual extraordinária, que é assim narrada em seu diário:

"Cerca das nove menos um quarto, enquanto ouvia a descrição que Lutero fazia sobre a mudança que Deus opera no coração através da fé em Cristo, senti que meu coração ardia de maneira estranha. Senti que, em verdade, eu confiava somente em Cristo para a salvação e que uma certeza me foi dada de que Ele havia tirado meus pecados, em verdade meus, e que me havia salvo da lei do pecado e da morte. Comecei a orar com todo meu poder por aqueles que, de uma maneira especial, me haviam perseguido e insultado. Então testifiquei diante de todos os presentes o que, pela primeira vez, sentia em meu coração".

Nos 50 anos seguintes, Wesley pregou em média de três sermões por dia; a maior parte ao ar livre. Houve uma vez que pregou a cerca de 14.000 pessoas. Milhares saíram da miséria e imoralidade e cantaram a nova fé nas palavras dos hinos de Carlos Wesley, irmão de John. Os dois irmãos deram à religião um novo espírito de alegria e piedade.

Igreja:
Como não havia muitas oportunidades na Igreja Anglicana, Wesley pregava aos operários em praças e salões - muito embora ele não gostasse de pregar fora da Igreja - E tornou-se conhecidíssima esta sua frase: "o mundo é a minha paróquia". Influenciados pelos moravianos, John e seu irmão Carlos organizaram pequenas sociedades e classes dentro da Igreja da Inglaterra, liderados por leigos, com os objetivos de compartilhar, estudar a Bíblia, orar e pregar. Logo o trabalho de sociedades e classes seria difundido em vários países, especialmente nos EUA e na Inglaterra e estaria presente em centenas de sociedades, com milhares de integrantes.

Com tanto serviço, Wesley andava por toda a parte a cavalo, conquistando o apelido de 'O Cavaleiro de Deus'. Calcula-se que, em 50 anos, Wesley tenha percorrido 400 mil quilômetros e pregado 40 mil sermões, com uma média de 800 sermões por ano. John Wesley deixou um legado de 300 pregadores itinerantes e mil pregadores locais. A Igreja Metodista, como Igreja propriamente, organizou-se primeiro nos EUA e depois na Inglaterra (somente após a morte de Wesley no dia 2 de março de 1791).

"Os descobridores de Deus"




Todos queremos estar muito perto de Deus. Mas como manter Deus perto de nós? Este livro nos desafia a não nos contentarmos em saber onde Deus esteve, e sim onde Ele está. Deus quer ser descoberto. Mesmo quando parece inatingível. Quer manifestar-se aos que têm fome insaciável por Ele. Enquanto muitos estão ocupados com verdades já conhecidas por todos, Tommy Tenney embrenha-se numa grande aventura e convida o leitor a acompanha-lo.

Com base na Palavra de Deus e tendo o arrependimento e o clamor como armas, empreende uma verdadeira caçada a Deus.

Neste livro demonstra que podemos realmente descobrir o paradeiro de Deus. Sucesso absoluto de vendas nos Estados Unidos, este livro segue as trilhas de “Os caçadores de Deus”.

"Fontes Secretas de Poder"




O uso e abuso que o homem faz do poder está registrado em nossos livros de História, apresentado como relíquia em nossos monumentos e "glamorizados" em nossas lendas.


Temos refeições reforçadas, sonos revitalizadores e barras de cereais energéticas – entretanto, mesmo neste ambiente energizado, somos iludidos a respeito do significado do verdadeiro poder. Este livro irá leva-lo a uma estrada pouco trafegada.


Você descobrirá que o caminho para o alto é o que o leva para baixo; que para ter algo em mãos é preciso soltá-lo; que para ser cheio, é preciso esvaziar-se. Este caminho não é fácil... Contudo, se você deseja um poder que não esteja sujeito a circunstâncias e caprichos, este é o único caminho!

Editora:

Autor: Tommy Tenney

Páginas: 203

O Dream Team de Deus - Tommy Tenney




Todos nós temos um sonho a realizar. Uma família sonha com uma casa ideal, o trabalhador com o emprego perfeito. Deus sonha com o dia em que todos os seus filhos trabalharão juntos em unidade.

O Dream Team de Deus é chamado a uma ação coletiva e organizada para atingirmos os resultados esperados dentro da igreja. É preciso que todos compartilhem o mesmo idela e se motivem cada vez mais para alcançarmos as vitórias tão esperadas. Neste incrível livro está a estratégia para vencer qualquer adversário, problema ou questionamento que nos tem abalado.
Mais uma vez, o grande Tommy Tenney nos revela como superar nossa fragilidade e ganhar força para prosseguir na caminhada até Deus, vestindo a camisa de um time muito especial.

Editora
Autor: Tommy Tenney
Páginas: 144

"Os caçadores de Deus"





Aqueles que buscam a Deus sempre existiram

Desde que Deus existe, existem os que O buscam.Os caçadores de Deus vêm dos mais variados lugares e contextos históricos: desde Abraão, o pastor errante, a Moisés, o gago adotivo, incluindo Davi, o jovem pastor de ovelhas. E assim no decorrer dos tempos, os nomes continuam aparecendo, desde Madame Jeanne Guyon, Evan Roberts, William Seymour do célebre avivamento de Azusa Street*, atpe os nossos dias. Somente a História pode nos dizer os nomes de todos os caçadores de Deus.Você é um deles? Deus está esperando ser alcançado por alguém cuja fome exceda seu auto controle.

Os caçadores de Deus têm muita coisa em comum: estão sempre atrás da doce presença do Todo- Poderoso.Você o seguirá até que apreenda sua presença. Os verdadeiros caçadores de Deus não se contentam em somente estudar o seu caminho ou suas verdades: eles querem conhecê-lo, saber onde Ele está e o que Ele está fazendo agora. Infelizmente, a igreja,hoje, gasta horas e muita energia debatendo sobre onde Deus esteve, quão poderosamente Ele agiu quando estava lá e a natureza de sua operação.

Mas,para os verdadeiros caçadores de Deus todas estas coisas são irrelevantes. Eles querem percorrer a trilha da verdade até chegarem ao ponto da revelação, o ponto onde Deus está.
Um verdadeiro caçador de Deus não se satisfaz com a verdade passada, ele anseia pela verdade presente. O caçador de Deus não quer apenas estudar o que Deus fez, porém está ansioso para ver o que Deus está fazendo.

Se você quer reconhecer um verdadeiro caçador de Deus, imagine um cão de caça prestes a encontrar o que procura. Deixe que o caçador de Deus sinta o cheiro da proximidade de Deus e veja o que acontece. Como cães de caça em uma trillha, os caçadores de Deus ficarão ainda mais agitados quando alcançarem sua presa. E, neste caso, a presa é a presença do Pai.

Tudo que posso dizer é que sou um caçador de Deus. E também o são todos aqueles que têm experimentado encontros com Deus. Por que você não vem se juntar àqueles que buscam a Deus? o que queremos é somente estar com Ele.

"A Casa Favorita de Deus"






Você se recorda dos momentos felizes vividos na casa em que você cresceu? Mais do que a própria casa, o que traz mais saudades é a lembrança da vida naquele lugar.

Qual a casa construída na terra que poderia ser chamada de Casa Favorita de Deus?

O homem busca encontros no que ele chama Casa de Deus, mas Deus quer se encontrar com o homem no que Ele chama Casa do Homem. Lembra-se dos nomes? Tabernáculo de Moisés, Tabernáculo de Davi e Templo de Salomão?

Desde o jardim do Éden, Deus tem procurado por verdadeiros adoradores.

O que aconteceria se a habitação de Deus fosse plenamente restaurada em sua vida? Certamente, você seria reconhecido como Tabernáculo de Deus.

Este livro é um convite. Você pode ser a Casa Favorita de Deus. Se você construir, Ele virá...

Editora

Autor Tommy Tenney

Paginas: 194

"Este é o dia do seu milagre"




"Este é o dia do seu milagre" representa um eloqüente testemunho da incontestável imutabilidade de Deus. Trazendo verdadeiras evidências do amor, inesgotável poder e constante cuidado de Deus para com o homem, este livro apresenta uma série de relatos verídicos sobre curas obtidas através da intervenção direta de Deus. Como prova da veracidade dos casos clínicos apresentados, cada relato vem acompanhado de cópias de exames clínicos atestando a doença e relatórios médicos documentando a cura.

Durante o processo de edição desta obra, verificamos a necessidade de que a tradução sofresse a apreciação de um profissional médico, dado o grande número de termos específicos da área. Para isso, convidamos o Dr. Tomas Söderberg, que além de médico renomado, é dedicado ministro da Palavra de Deus e atuante homem público. Ao terminar o trabalho de revisão da tradução, o Dr. Söderberg surpreendeu-nos com uma tocante nota, a qual fazemos questão de reproduzir na página seguinte, por constituir para nós, mais do que muitas palavras, um verdadeiro estímulo à publicação desta obra.

Com a mesma emoção manifestada pelo Dr. Söderberg, regozijamo-nos em trazer a público um livro que constitui um testemunho de que, como atesta Paulo em Hebreus 13.8, o Senhor é o mesmo ontem, hoje e sempre.



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