domingo, 5 de junho de 2011

Gravidade - Tess Gerritsen

Sinopse: A pesquisadora Emma Watson está prestes a realizar a missão mais importante de sua vida: estudar o comportamento da vida terrestre no espaço. Escolhida pela Nasa para conduzir uma série de experimentos sobre o comportamento de organismos unicelulares, a Dra. Watson logo descobre a natureza aterrorizante desses organismos e precisa correr contra o tempo para conter uma doença mortal que pode ameaçar a Terra.

Tess Gerritsen se aventura no campo do desconhecido, e o resultado é este suspense que mistura, de forma brilhante, ficção científica e medicina.

Fatos: Tess Gerritsen é uma autora norte-americana de sucesso com seus thrillers médicos. Aclamada por seus fãs como uma versão feminina de Robin Cook, seus romances chegaram às principais listas de mais vendidos nos EUA. De ascendência chinesa, Tess Gerritsen cresceu nos EUA tendo talvez herdado do avô, um conhecido poeta, o talento para a escrita. Como sempre a fascinou a história e a ciência, os seus livros partem de uma cuidada pesquisa e rigor científico.

domingo, 1 de maio de 2011

Alguns rabiscos sobre “vontade e representação”



Por Marcio Alves

A principal teoria “Schopenhaueriana” é de que a essência do mundo, como dos seres em geral, até das coisas inanimadas é irracional, e este irracional ele denomina de vontade.

Tanto é assim que se observarmos o papel do intelecto na natureza e nos animais, chegaremos a conclusão de que é quase nulo, mas isto não ocorre com a vontade, pelo contrário, o que realmente impera na natureza como um todo é justamente a vontade.

O que seria então esta vontade? Em Schopenhauer a vontade é a vontade de querer viver bem, e não somente viver, mas viver ao máximo, com toda intensidade, prazer e qualidade possível.

Se a vontade é a vontade de viver, logo seu maior inimigo é a morte. Sendo assim, uma das maneiras de vencer a morte, segundo Schopenhauer, é através da reprodução da espécie, ou seja, morre sempre o individuo, mas nunca a sua espécie.

É por isso que para Schopenhauer o que existe mesmo na realidade é a espécie que é a “coisa-em-si”, sendo que cada individuo seria apenas o fenômeno.
Na verdade a coisa em si é a forma, e a matéria é o fenômeno. O que esta em constante mudança é o fenômeno, mas já a forma é imutável.
Exemplificando: Mudam-se os seres humanos, que estão em constante transitoriedade da vida, sempre nascem, se desenvolvem e morrem, permanecendo a espécie humana que é a forma.

Por isso que a grande obra e principal tese “Schopenhaueriana” é “O mundo como vontade e representação”, pois para ele, o mundo é vontade e representação e nada mais. A vontade sendo o que ele chama de a “coisa-em-si”, já a representação é construída pelo intelecto, sendo uma interpretação dos fenômenos da coisa-em-si.

Esta é a grande diferença filosófica de Schopenhauer para todos os outros filósofos (com exceção de alguns poucos como Spinoza que já antes de Schopenhauer dizia que “o desejo é a própria essência do homem” (SPINOZA, Ética parte 4) ) que enfatizava o racional como a essência do homem.

Schopenhauer inverte a lógica idealista alemã de que a razão precede o querer, para ele é o querer que precede a razão.
Ele afirma categoricamente que “nós não queremos uma coisa porque encontramos motivos para ela, encontramos motivos para ela porque a queremos, chegamos até a elaborar filosofias e teologias para disfarçar os nossos desejos” (uma fonte de Freud)

Schopenhauer chega a fazer uma ilustração, onde ele diz que “a vontade é o forte homem cego que carrega nos ombros o homem manco que enxerga”, ou seja, o que predomina é a vontade, sendo que a razão seria a parte secundaria que dá nomes, significados e até justificativas para as ações que são totalmente dirigidas e dominadas pela vontade.

Entendo que mesmo quando temos um forte desejo e não o fazemos é por causa de um desejo maior ainda.
Exemplificando: É como um homem que adúltera, onde diz, para justificar os seus atos, que não consegue refrear a sua vontade, mas, se este mesmo homem tivesse uma forca o esperando no final do ato de adultério, com certeza ele conseguiria refrear sua vontade, por causa de uma vontade maior; a de viver e não morrer.

Sendo assim, somos totalmente guiados por nossa vontade, quando não à vontade em si por causa das conseqüências boas, se é pela vontade de não ser prejudicado. Neste sentido a moral, por exemplo, é respeitada pela maioria por causa de seus benefícios como status, respeito e etc, como também pela suas punições.

Ainda neste sentido, eu ariscaria dizer que não existe virtude na virtude própria, ou, melhor dizendo, não existe virtude pura, pois todas as virtudes seriam praticadas apenas e tão-somente pelo interesse de nossa vontade e não contra nossa vontade, ou seja, sempre visando algum ganho ou prevenção de algum castigo, para beneficio próprio.

Entrando (mas já saindo) na questão da religião, todas elas prometem recompensas e punições, manipulando e controlando assim os seus seguidores, pois o ser humano é interesseiro, sempre se perguntando o que vai ganhar e o que vai perder em todas as situações.

É por isso que Schopenhauer já dizia que para convencer um homem não é possível usar apenas lógica, razões e argumentos, e preciso antes apelar para sua vontade, desejo e interesses próprios. (SCHOPENHAUER, pg 126, “Conselhos e Máximas”)

Uma das características fundamentais desta vontade, tanto no homem, como no mundo em sua totalidade é o sofrimento, a dor, pois vontade já pressupõe necessidade, pois como afirma a teoria “Schopenhaueriana” que o desejo é infinito, mas sua realização é muito limitada.

A saída para todo este sofrimento proposta por Schopenhauer é a negação da vontade pela própria vontade, ou seja, nega-se o desejo pelo próprio desejo em si de não mais desejar.

A conclusão que se chega é de que a vida é uma vontade cega de sempre querer viver!

Exemplo: Uma pessoa bem idosa, mesmo em fase de uma doença terminal, luta com toda sua vida, com todas suas forças em busca de viver e não morrer, mesmo quando não existem razões suficientes para isto, aliás, ela pode até achar algumas razões, mas como vimos em Schopenhauer, essas razões ou justificativas são secundarias e subseqüentes ao motor maior que nos impulsiona e guia: VONTADE!

Mesmo quando a pessoa se suicida, ela se suicida porque quer acabar não exatamente com sua vida, mas no fundo, o que ela quer e deseja mesmo é acabar e por fim ao seu sofrimento.

Por isso é que todo suicídio não é contrario a vida em si, mas contra alguma espécie de sofrimento e dor que a pessoa não suporta mais.

O ponto principal que discordo é a cura para o sofrimento proposta por Schopenhauer de anulação da vontade.
Neste ponto, penso como Nietzsche, que a proposta “Schopenhaueriana” é uma proposta ou atitude covarde diante da vida.

A saída não é a negação da vontade, mas justamente o contrário, a aceitação da vida como ela é, com toda sua dor e prazer, sofrimento e realização, pois é disto que ela é feita.

Se a vida é constituída pela vontade, logo ao negarmos a vontade estamos conseqüentemente negando o que temos de mais precioso: a vida!

Por: Marcio Alves

Observação: Este texto é apenas uma síntese da síntese feita por mim sobre um trabalho da faculdade onde eu abordava as principais teorias “Schopenhaueriana”.

sábado, 2 de abril de 2011

A angustia do Ser que é angustia



Por: Marcio Alves

Somos seres marcados pela angustia do viver pelo existir na existência da vida. Sofrimento não se é opcional, mas condição sine qua non da existência. Somos todos “doentes existenciais” visto que somos mortais que nunca escaparemos da finitude da vida. Nosso corpo é uma prova cabal da vida que se esvai enquanto mais se vive. Toda vez que nos olhamos no espelho, ele ta lá, nos mostrando sem misericórdia alguma que mais cedo ou mais tarde vamos morrer. A busca neurótica pela juventude enquanto se envelhece é uma demonstração patética e delirante de seres que se iludem na esperança de se tornarem eternos.

Sabemos demais ao mesmo tempo em que sabemos de menos; nunca saberemos ao ponto de esgotar todo o mistério da vida, mas por já sabermos que sabemos que não sabemos e que a vida é uma pergunta sem uma resposta ultima e final, que todo conhecimento adquirido serve para esfregar em nossa cara nossa pequenez e ignorância diante da complexidade da vida, vivemos no vazio das incertezas.

Queremos ser verdadeiramente livres, viver uma vida de total liberdade, mas quando a vivemos, sentimos o preço que a liberdade cobra; o da solidão. Ao sentirmos o preço alto que a liberdade cobra, buscamos alguém para estar junto de nós, mas com o passar do tempo, nos sentimos prisioneiros e sem liberdade, conclusão; quando estamos casados desejamos viver sozinhos, mas ao vivermos sozinhos queremos estar novamente casados, logo, não existe solução, pois não importa com quem ou como estaremos, a verdade é que sempre estaremos angustiados, pois somos seres desejantes e carentes, que sempre nos falta alguma coisa. E neste caso, ou se é angustiado casado ou se é angustiado solteiro, o que não podemos escolher e não ser angustiados.

A consciência de que na vida somos lembrados apenas duas vezes; uma no nascimento e a outra na morte, e que depois disto estamos condenados ao total esquecimento, de que nossos nomes virarão poeiras levadas pelo vento, onde seremos totalmente apagados da lembrança de que um dia existimos, de que nossas vidas não fazem falta ao mundo, de que o universo é indiferente a nós, de que não importa o que façamos ou deixemos de fazer, a totalidade da somatória de nossas vidas é sempre zero, isto produz em nós dor, que por sua vez gera mais angustia ainda.

Ficamos angustiados ao constatarmos que podemos colher e dar afeto a um cão, que este mesmo cão nunca irá nos trair e nos abandonar, mas que não podemos confiar nas pessoas, por mais legais e bonitas que elas pareçam ser, (pois o meio social sempre cobrou e irá cobrar que sejamos politicamente corretos, mesmo que só na aparência, como se é na maioria das vezes), podem e na maioria das vezes vão, nos trair, trocar e abandonar por uma melhor oportunidade, pessoa, dinheiro ou situação. Que não importa quais sejam as pessoas que se relacionam conosco, elas sempre o faz por algum interesse escondido e disfarçado de boas intenções.

Se sofremos na época em que não se tinha abertamente liberdade para praticar o sexo, hoje sofremos por justamente termos abertamente liberdade. Pois na primeira a angustia era de querer e ser reprimidos, mas na segunda, queremos e podemos, mas a questão é; o que faremos com a liberdade sexual?

Inveja, ciúme, taras, traições, conflitos, duvidas, incertezas, vícios, paixões, desejos, obsessões, egoísmo, ganância, medo, solidão e ódio são alguns dos ingredientes que compõem a nossa natureza que é transvestida e calada, superficialmente e temporariamente, mais ainda sim, coberta e mantida pela falsa moral social. E graças ao “bom Deus” que existe nestes componentes todos, a hipocrisia, pois o que seria da sociedade se ela não existisse? Talvez, muito provavelmente, nem haveria sociedade.


Em fim, muda-se o mundo, mudam-se as pessoas, muda-se o jeito de viver a vida, mas nunca muda a angustia de si ser um ser humano, pois a vida não se é uma conta matemática que sempre no final tem uma solução, mas o contrário; não existe solução, pois a vida esta para além de qualquer vã teoria ou filosofia, inclusive a minha.

Diante disso tudo tenho poucas ou quase nenhuma certeza, mas a única que eu tenho é de que o mal não como entidade, mas como concretude existe no mundo, o que ponho em cheque é a bondade...será que existe mesmo bondade altruísta, generosa e totalmente pura de interesses?

Ou na verdade há mais maldade na bondade do que na própria maldade mesmo? Pois como diria Nelson Rodrigues “o mineiro só é solidário no câncer”. Realmente somos lobos ferozes vestidos de ovelhas, achamos que somos muito morais, bondosos e honestos, quando na verdade se é testado, cai as mascaras da moral e valores, pois são aprendidas e não instintivas como o egoísmo humano.

sábado, 26 de março de 2011

Aprendendo a viver enquanto se vive


Por: Marcio Alves

Se eu pudesse voltar novamente a viver a minha efêmera e insignificante vida, arriscaria mais, permitir-me-ia até errar mais, sem neuroses e sem culpas, sem os fantasmas da perfeição, tendo como regra de culpa, a culpa por não ter vivido mais intensamente. Teria a simples, sabia e humilde consciência do que o que faço aqui nesta vida, aqui se esvai e termina, não se tendo mais nada para levar daqui, portanto, viver o aqui como única e singular realidade vivida e pensada de que tudo que realmente importa é o aqui, e que o lá e depois não passa de uma ilusão fantasiada da não aceitação de que somos finitos.

Se eu pudesse voltar novamente a viver a minha vida, não tentaria ser tão perfeito, pois perfeição só existe nos sonhos mais delirantes, lembrar-me-ia que sou humano, portanto sujeito aos erros e defeitos. Lembraria que as nossas escolhas nunca são erradas nelas mesmas, pois são escolhas, mas sempre são analisadas do ponto de vista do resultado final, que na verdade não poder ser minuciosamente determinado, pois a vida com suas contingências esta para além de ser controlada.

Se eu pudesse voltar novamente a viver a minha vida, não a levaria tão a sério, abriria mão de tentar resolver os problemas impossíveis de serem resolvidos, aceitaria minha impotência diante das circunstâncias da vida, não me obrigaria sempre aos deveres antes dos prazeres. Buscaria os objetivos da vida não pela posse de alcançá-los e deter-los, mas pelo prazer, sentido e significado do percurso que eles nos oferecem enquanto se caminha atrás deles.

Se eu pudesse voltar novamente a viver a minha vida, viajaria muito mais, contemplaria muito mais vezes o sol se por, olharia inebriado as estrelas da imensidão do céu azul, entraria e nadaria no mar a noite, deixaria os pingos da chuva me molharem sem buscar proteção, leria mais avidamente poemas, poesias e romances, ficaria horas e horas papeando com os amigos, sem se preocupar se a conversa esta sendo produtiva, pois o que importa mesmo é o estar com os amigos. Correria com os pés descalços pela praia em suas douradas areias. Brincaria com as crianças, aprenderia aos pés dos mais idosos, amaria mais uma vez minha amada com amores eternos.

Se eu pudesse voltar novamente a viver a minha vida, teria problemas reais, ao invés de problemas imaginários, não tentaria antecipar os percalços da vida, nem muito menos prever dores e sofrimentos, não iria mais sofrer antecipadamente com problemas que talvez nem viessem acontecer, seria mais irresponsável, não tentaria inutilmente controlar o tempo todo, minha vida.

Se eu pudesse voltar novamente a viver a minha vida, aproveitaria cada face da vida, sem tentar ser o que ainda não sou e negando o que já sou e fui sendo pelas trilhas da existência, cobraria menos de mim, seria criança quando criança, seria jovem quando jovem, e adulto quando for realmente um adulto, andaria horas e horas de bicicleta com meus amigos, jogaria bola com a molecada, tomaria sorvete até sentir dor de barriga, não limitaria a vida a ser simplesmente uma mera produção mecânica, fria e calculista em busca de resultados, faria coisas insignificantes, tentaria focalizar mais os pequenos momentos da vida do que os grandes, pois a vida é feita muito mais dos pequenos, e são estes que se tornam grandes devido o valor que damos a eles.

Se eu pudesse voltar novamente a viver a minha vida, viveria de tal modo que não viesse nunca me arrepender de não ter vivido, mas como não posso voltar o relógio do passado, me resta então aproveitar os anos que ainda tenho pela frente, que se não forem tragados pela morte prematura, serão com toda certeza pela velhice. Vou a partir de agora mesmo, viver os momentos que ainda me restam, de tal maneira que se depois da morte eu pudesse escolher em voltar ou não a viver a mesma vida, em todos os seus detalhes, com toda sua dor e prazer, alegria e tristeza, optaria sem pestanejar em viver.

Pois só assim, terei a plena consciência de que não fui simplesmente, em todo momento, vivido pela vida, mas antes também, a vivi!

sexta-feira, 11 de março de 2011

Minha escolha


Não me tirem as lembranças, pois elas são o combustível que faz meu coração bater. Não me tirem a dor, pois ela é o parâmetro para que eu possa avaliar minha saúde. Não me tirem a tristeza, pois somente com ela eu consigo lembrar-me de como fui feliz. Não me tirem a escuridão, porque aos poucos meus olhos desprezarão a luz.

Não me tirem a fome, para que eu não reclame do pouco que ainda tenho. Não me tirem a pobreza, pois certamente eu desprezaria o miserável. Não me façam elogios, para que o orgulho não me domine. Não deixem de me abraçar, para que a frieza não tome o lugar do calor humano.

Não me falem sempre a verdade, porque algumas mentiras nos mantêm amigos. Não me mostrem tudo, para que eu não perca a vontade de descobrir coisas novas. Não me tirem a insônia, porque dormindo eu não vejo a vida passar. Não afastem a morte de mim, porque o temer a ela sustenta minha vida.

Não furtem meus livros, porque às vezes eles são meus únicos companheiros. Não esqueçam de mim, para que, uma vez morto, eu não deixe de existir. Não me amem demais, para que a insegurança não atormente tua alma. Não me amem de menos, para que eu não sinta-me tão rejeitado.

Não tirem meus filhos, porque eu os amo muitíssimo. Não se apeguem demais às pessoas, para que quando elas se forem, você também não se vá. Não deixem-me envelhecer além do necessário, para que eu não sinta-me um total inútil. Não mantenham-me vivo, se acaso tornar-me um peso em suas vidas.

E não sintam-se culpados por coisa alguma, porque todas essas escolhas foram minhas...não suas.

Edson Moura

sábado, 26 de fevereiro de 2011

Antígona - Sófocles

Resumo:
 Antígona é uma das mais belas e dramáticas tragédias já escritas. Sófocles devassa em toda a sua profundidade o amor, a lealdade, a dignidade. O Ensaio conta a historia de Antígona, que deseja enterrar seu irmão Polinice, que atentou contra a cidade de Tebas, mas o tirano da cidade,Creonte, promulgou uma lei impedindo que os mortos que atentaram contra a lei da cidade fossem enterrados, o que era uma grande ofensa para o morto e sua família, pois a alma do morto não faria a transição adequada ao mundo dos mortos. 

Antígona, enfurecida, vai então sozinha contra a lei de uma cidade e enterra o irmão, desafiando todas as leis da cidade.  Antígona é então capturada e levada até Creonte, que a sentencia  à morte, não adiantando nem os apelos de Hemon, filho de Creonte e noivo de Antígona, que clama ao pai pelo bom senso e pela vida de Antígona, pois ela apenas queria dar um enterro justo ao irmão.

Hemon briga com Creonte e então Antígona é levada a morte, numa tumba aonde Antígona ficará até morrer. Aparece então Tirésias, o adivinho, que avisa a Creonte que sua sorte está acabando, pois o orgulho em não enterrar Polinice acabará destruindo seu governo. Antes de poder fazer algo, Creonte descobre que Hemon, seu filho, se matou, desgostoso com a pena de morte de Antígona.

Aparece Eurídice e conta que, ao abrir a tumba onde Antígona estava presa, encontram-na enforcada e Hemon a vê.  Creonte se aproxima e então Hemon se mata, após tentar acertar o pai.Eurídice, desiludida pela morte do filho também se mata, para desespero de Creonte, que ao ver toda sua família morta se lamenta por todos os seus atos, mas principalmente pelo ato de não ter atendido o desígnio dos deuses, o que lhe custou a vida de todos aqueles que lhe eram queridos.

Édipo Rei - Sófocles

Este lvro é um clássico da literatura ocidental, esta peça de Sófocles é considerada uma das mais perfeitas tragédias da Grécia Antiga.

Resumo do Livro:

Édipo é filho de Laios, rei de Tebas que foi amaldiçoado de forma que seu primeiro filho tornar-se-ia seu assassino e desposaria a própria mãe. Tentando escapar da ira dos deuses, Laios manda matar Édipo logo de seu nascimento. No entanto, a vontade do destino foi mais forte e Édipo sobreviveu, salvo por um pastor que entregou-o a Políbio, rei de Corinto.

Já adulto, Édipo descobre sobre a maldição que lhe foi atribuída e para que ela não fosse cumprida, foge de Corinto para Tebas, sem saber que lá sim é que seus pais verdadeiros o esperavam.

No meio da viagem, encontra um bando de mercadores e seu amo, sem saber que seu destino estava já se concretizando, mata a todos.
Assim que chega a Tebas, Édipo livra a cidade da horrenda esfingie e de seus enigmas, recebendo a recompensa: é eleito rei e premiado com a mão da recém-viúva rainha Jocasta.

Anos se passam e Édipo reina como um verdadeiro soberano e tem vários filhos com Jocasta, mas a cidade passa por momentos difíceis e a população pede ajuda ao rei.
Após uma consulta ao oráculo de Delfos, que responde pelo deus Apolo, os tebanos são alertados sobre alguém que provoca a ira dos deuses: o assassino de Laios, que ainda vive na cidade.
Édipo então decide livrar seu reino desse mal e descobrir quem é o assassino, desferindo uma  maldição...

Autor: Sófocles



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