segunda-feira, 10 de setembro de 2012

10 de Setembro


10 de Setembro também será lembrado como o penúltimo dia de vida de muitos homens e mulheres
10 de setembro na História da Ciência

Em 10 de setembro de 2008 começou a funcionar o LHC (Large Hadron Collider, sigla em Inglês). O Grande Colisor de Hádrons do CERN, é o maior acelerador de partículas e o de maior energia existente do mundo. Seu principal objetivo é obter dados sobre colisões de feixes de partículas, tanto de prótons a uma energia de 7 TeV (1,12 microjoules) por partícula, ou núcleos de chumbo a energia de 574 TeV (92,0 microjoules) por núcleo. O laboratório localiza-se em um túnel de 27 km de circunferência, bem como a 175 metros abaixo do nível do solo na fronteira franco-suíça, próximo a Genebra, Suíça.

A primeira colisão entre prótons ocorreu 30 de Março de 2010. Em 19 de setembro de 2008, ocorreu um incidente no setor 3-4 do LHC que resultou em grande vazamento de hélio no túnel. Segundo uma nota de imprensa publicada pelo CERN no dia seguinte, foram feitas investigações preliminares que apontaram como provável causa do problema um defeito na ligação elétrica entre dois ímãs, o que causou a falha mecânica. A Organização informou na nota que o setor teria de ser objeto de reparos, o que interromperia o funcionamento do LHC por, no mínimo, dois meses. Os reparos demorariam apenas alguns dias, mas o setor onde ocorreu o incidente deve ser esfriado para tornar possível a manutenção, consequentemente levando mais tempo.

O retorno ao funcionamento: Depois de ficar desligado por quatorze meses, o LHC foi religado na sexta-feira, dia 20 de Novembro de 2009. Os primeiros testes duram apenas uma fração de segundo, onde as partículas somente podem dar meia-volta ou uma volta em torno do anel do acelerador. A circulação de partículas no gigantesco equipamento começará em um primeiro momento em baixa energia, com 450 GeV, e quando os cientistas injetarem feixes em direções opostas se produzirá, a essa velocidade, as primeiras colisões.

A partir de então, o experimento consistirá em ir aumentando progressivamente a potência da circulação dos prótons, até chegar ao momento mais esperado e temido por alguns: as primeiras colisões de partículas a velocidade próxima à da luz. Nesse momento, serão recriados os instantes posteriores ao Big Bang, o que dará informações chaves sobre a formação do universo e confirmará, ou não, a teoria da física baseada no Bóson de Higgs.

10 de Setembro na História do Brasil

Em 10 de setembro de 1836 aconteceu A batalha do Seival,  um conflito militar que ensejou a proclamação da República Rio-Grandense por Antônio de Sousa Neto. O embate deu-se nos campos dos Meneses, cruzando o arroio Seival.

Com o objetivo original de derrubar o presidente da província, apenas, os revoltosos gaúchos enfrentaram as tropas imperiais. Destacado por Bento Gonçalves, o coronel Neto deslocou-se, no início de setembro de 1836, à região de Bagé, onde encontrava-se o comandante imperial João da Silva Tavares, vindo do Uruguai. A primeira brigada de Neto, com 400 homens, atravessou o arroio Seival e encontrou as tropas de Silva Tavares sobre uma coxilha, com 560 homens. Durante a tarde de 10 de setembro de 1836, Silva Tavares avançou sobre a coxilha, e os revoltosos defenderam-se usando lanças e espadas.

Inicialmente houve pequena vantagem das forças imperiais, mas o cavalo de Silva Tavares, com o freio rebentado na peleia, disparou em velocidade, causando a impressão de fuga, mesmo entre seus comandados. A confusão entre eles foi aproveitada pelos cavaleiros de Neto, que atacaram com força redobrada. O resultado deste mal-entendido foi ficarem os revoltosos quase intactos, enquanto houve 180 mortos, 63 feridos e 100 prisioneiros do lado dos imperiais. Entre os prisioneiros estava João Frederico Caldwell, que em 1821 assinou o manifesto de 9 de janeiro, que solicitava que D. Pedro I ficasse no Brasil.

10 de setembro na minha história

Em 10 de setembro de 2009 eu, em processo de dês-religiosamento, escrevia as seguintes linhas do artigo “Quem vai explicar”.

O mundo, como nós o conhecemos está em progressiva decomposição. Em um nível físico, nós vemos a natureza sendo literalmente atropelada por esta máquina chamada progresso. Vemos nossos rios poluídos, vemos também a camada de ozônio sendo afetada por gases que as destroem, florestas desmatadas, doenças sem cura, enchentes no sul, secas no norte e nordeste, terremotos e maremotos, enfim esta é a realidade física de nosso planeta.

No  nível moral, nós já nem precisamos mais apontar falhas. Pois elas já estão bem explícitas. É só ligar a TV ou o rádio e se preparar para os absurdos tais como:

Políticos que fazem de sua vida pública uma extensão de sua vida privada, roubam, mentem, subornam, e são subornados. Programas de televisão como “No limite”, “Big Brother”, “Jogo Duro”, e “A Fazenda”, onde pessoas se submetem aos mais extremos níveis de humilhação e exposição, por dinheiro. Só que não percebem que não passam de espetáculo para um outro tanto de pessoas que, ao invés de se indignarem, dariam tudo para estar no lugar deles.

Outros programas, que uma “meia dúzia" de mulheres, que se acham detentoras da verdade, aparecem em rede nacional para expor problemas familiares como: Adultérios, homossexualismo, sexualidade na adolescência, e uma infinidade de outros assuntos. E o pior é que muitos cristãos não perdem um dia sequer esses espetáculos.

Escândalos envolvendo “pastores”, “apóstolos” e "bispos", já são comuns. Mas o que me “incomoda” é o fato de as pessoas não se “incomodarem" mais. Vejamos o caso do “apóstolo Estevam” e “bispa Sônia” que foram presos em flagrante delito, com dólares não declarados. Foram presos, e os fiéis da igreja renascer, têm o despautério de dizer que seus líderes estão sendo perseguidos. Chegam a comparar o Estevam com José do Egito (absurdo). Quando é que eles (Sônia e Estevam) vão aparecer em publico e pedir perdão aos seus membros e aos simpatizantes desta igreja, pois enquanto eles não fizerem isso, vão continuar sendo uma das maiores vergonhas no meio evangélico.

Sobre o Edir Macedo não precisa dizer nada, pois meu irmão Marcio Alves já escreveu o suficiente, e se, mesmo assim, com todos esses escândalos, os membros da igreja Universal do reino de “deus”, preferem viver dentro deste paradigma, então vale a frase: “A ovelha merece o pastor que tem”. Existe um outro “bando” de líderes evangélicos sem moral, vou citar alguns e quem quiser verificar seus perfis e as doutrinas que eles ensinam é só visitar suas igrejas (suas mesmos, porque do Senhor é que não são!) ou devo dizer “empresas”. Lá vai!

Apóstolo Sergio Lopes e bispa Vera Lopes; apóstolo Agenor Duque (Igreja Apostolica Plenitude do Trono de Deus); missionário Ezequiel Pires (um dos piores); missionário R.R. Soares, pastor Silas Malafaia; Renê Terra Nova;Valnice Milhomens;(pasmem!) Samuel Ferreira, bom, acho melhor parar por aqui, não por falta de elementos e sim por falta de coragem pra escrever tanto, e para não deixar a mensagem muito extensa. Esta é a realidade moral do nosso mundo.

Em nível espiritual, acho que o texto acima, dá uma idéia do que vem acontecendo espiritualmente com a população do mundo (planeta).

Os que estão no mundo (Jardim do maligno), já não se preocupam mais com suas almas e caminham para um abismo do qual poucos conseguem escapar e voltar-se da rebelião contra Deus. Mas cabe a nós Cristãos, pregarmos o evangelho de Cristo e resgatar essas vidas. Mas o que me deixa perplexo, não são os que estão no mundo, e sim os que estão na igreja.

Porque boa parte (pra não dizer a maioria) das igrejas que se dizem evangélicas, não passam de, como disse o apóstolo: “Sinagoga de satanás” (Apocalipse 2.9). Lugar onde pessoas vão buscar suas “bênçãos”, suas curas, seus óleos de unção, suas rosas de Sarom, ou vão participar de suas inúmeras campanhas de oração para receber algo do Altíssimo, esquecendo-se que a maior dádiva que nós poderíamos receber, Deus já nos deu, a saber, seu filho Jesus, morto numa cruz, para nos salvar do pecado, e nos proporcionar comunhão com Deus e consequentemente a salvação. Aí então viveremos eternamente com Deus. Qual será o alvo dessas pessoas? O céu....a benção...ou Deus? Reflita!

Então? Quem vai explicar para meus netos e bisnetos, como foi que eu...ou nós, permitimos que a sociedade (civilização) tenha marchado para esta destruição em que se encontra? Sem fazermos o possível e o impossível para revertermos este quadro.

Mas uma coisa ainda me alegra, ainda tenho uma esperança, que é saber que não estou sozinho nesta aflição. Existe ainda “7 mil” homens e mulheres que não se curvaram às seduções deste mundo. Hoje posso até ser considerado um herege, mas lá na frente, nós que “queimarmos na fogueira”, seremos contemplados com a presença eterna de nosso pai celestial.

Faço um convite a você que leu esta mensagem: Visite uma das igrejas Betesda de São Paulo, e veja que ainda existem homens preocupados com a pregação da palavra de Deus e comprometidos com os ensinamentos de Jesus. Perdoem-me aqueles que se sentirem ofendidos com minhas palavras, mas deixo claro que não me calarei diante de tanta irresponsabilidade com o futuro de nossos filhos.

Que Deus continue nos abençoando, se assim Ele quiser.

sexta-feira, 7 de setembro de 2012

7 de Setembro


7 de Setembro Na Política Brasileira

Em 7 de Setembro de 1961, João Belchior Marques Goulart se torna o 24º presidente do Brasil.
A renúncia de Jânio criou uma grave situação de instabilidade política. Jango estava na China e a Constituição era clara: o vice-presidente deveria assumir o governo. Porém, os ministros militares se opuseram à sua posse, pois viam nele uma ameaça ao país, por seus vínculos com políticos do Partido Comunista Brasileiro (PCB) e do Partido Socialista Brasileiro (PSB). Apesar disso, não havia unanimidade nas altas esferas militares sobre o veto a Jango.

Liderada por Leonel Brizola, cunhado de Jango e governador do Rio Grande do Sul, teve início o que ficou conhecido como campanha da legalidade. Brizola e o general Machado Lopes, comandante do III Exército, baseado no Rio Grande do Sul, mobilizaram o estado em defesa da posse de Jango. Usando uma cadeia de mais de cem emissoras de rádio, o governador gaúcho conclamava a população a sair às ruas e defender a legalidade. A campanha da legalidade logo recebeu o apoio dos governadores Mauro Borges, de Goiás, e Nei Braga, do Paraná.

No Congresso Nacional, os parlamentares também se opuseram ao impedimento da posse de Jango. Na volta da China, Goulart aguardou em Montevidéu, capital do Uruguai, a solução da crise político-militar desencadeada após da renúncia de Jânio. Como os militares não retrocediam, o Congresso fez uma proposta conciliatória: a adoção do parlamentarismo. O presidente tomaria posse, preservando a ordem constitucional, mas parte de seu poder seria deslocada para um primeiro-ministro, que chefiaria o governo.

No dia 2 de setembro de 1961, o sistema parlamentarista foi aprovado pelo Congresso Nacional. No dia 8, Jango assumiu a presidência. Tancredo Neves, do PSD de Minas Gerais, ministro do governo Vargas, tornou-se primeiro-ministro.

7 de setembro na História do Brasil

Em 7 de setembro de 1822, foi proclamada a Independência do Brasil.

No final de agosto de, D. Pedro deslocou-se à província de São Paulo para acalmar a situação depois de uma rebelião contra José Bonifácio. Apesar de ter servido de instrumento dos interesses da aristocracia rural, à qual convinha a solução monárquica para a independência, não se deve desprezar os seus próprios interesses. O Príncipe tinha formação absolutista e por isso se opusera à Revolução do Porto, de caráter liberal. Da mesma forma, a política recolonizadora das Cortes desagradou à opinião pública brasileira. E foi nisso que se baseou a aliança entre D. Pedro e o "partido brasileiro". Assim, embora a independência do Brasil possa ser vista, objetivamente, como obra da aristocracia rural, é preciso considerar que teve início como compromisso entre o conservadorismo da aristocracia rural e o absolutismo do Príncipe.

Em 7 de Setembro, ao voltar de Santos, parado às margens do riacho Ipiranga, D. Pedro recebeu uma carta com ordens de seu pai para que voltasse para Portugal, se submetendo ao rei e às Cortes. Vieram juntas outras duas cartas, uma de José Bonifácio, que aconselhava D. Pedro a romper com Portugal, e a outra da esposa, Maria Leopoldina de Áustria, apoiando a decisão do ministro e advertindo: "O pomo está maduro, colhe-o já, senão apodrece".

Impelido pelas circunstâncias, D. Pedro pronunciou a famosa frase "Independência ou Morte!", rompendo os laços de união política com Portugal. Culminando o longo processo da emancipação, a 12 de outubro de 1822, o Príncipe foi aclamado Imperador com o título de D. Pedro I, sendo coroado em 1 de dezembro na Capital.

7 de setembro na minha vida

Em 7 de setembro de 2010 eu escrevi o artigo: “Sua opinião é sua mesmo?”
Quando lemos “A República de Platão” constatamos uma dura condensação ao sistema democrático ateniense. Ele constatou um problema que se eternizou por toda a história da democracia; a “doxa” como critério e seus efeitos perversos.

Este conceito grego (doxa), que hoje podemos traduzir por opinião, era utilizado como instrumentos pelos sofistas, inimigos da filosofia platônica. Através de um caloroso discurso que envolvia apelo emocional e uma retórica sem muitos fundamentos, esses sofistas controlavam a opinião pública. E quem forma a opinião, em uma democracia, controla a política. Essa forma de controle nem sempre é racional, por isso não tem comprometimento com a verdade, na visão dos filósofos gregos.

Jean-Jaques Rousseau, em carta ao filósofo D’Alembert, afirmou categoricamente que o homem moderno vive quase sempre alheio de si mesmo. Em sociedade, vivemos muitas vezes sob a ditadura invisível da opinião dos outros. Para o Rousseau, os nossos gostos para comida, roupa, religião e parceiros matrimoniais quase nunca levam em consideração o nosso mais profundo e verdadeiro afeto.

Na verdade, para o homem burguês civilizado, a verdade sobre si mesmo já não importa mais. A opinião pública é o que determina o que nós devemos gostar ou sentir. A aprovação dos outros é o parâmetro garantido do certo e do errado... e do que é bom ou ruim para nossas vidas. Por fim, ele afirma categoricamente que é a avaliação do outro, manifestada sob a forma de opinião pública, que define se nós realmente somos felizes.

Filósofos como Denis Diderot, em sua época, perceberam não só a importância da opinião pública para a vida pessoal, como também as consequências que a recém-criação dos panfletos e dos jornais impressos teriam. Hoje, os meios de comunicação de massa, em especial a televisão, se tornaram provas incontestáveis do quase acerto de Diderot. Quase. O único detalhe, é que os meios de comunicação nunca se preocuparam em oferecer uma influência esclarecedora e virtuosa.

Como a mais importante formadora de opiniões do século XX, a mídia se aliou aos dominantes e ao discurso senso comum para poder sobreviver. Sua postura e sua linguagem foram essenciais para garantir índices de audiência e de lucro satisfatórios.

É preciso deixar claro que a opinião pública não é a somatória das opiniões individuais, como muitos meios de comunicação querem nos fazer crer. As estatísticas sobre a avaliação do governo, dos votos para presidente, das pessoas que gostam de chocolate, do consumo de gordura por habitante ou da satisfação com o matrimônio não revela em nada o que cada um realmente sente ou pensa. O que temos na verdade é ‘um punhado de gente que seria, em teoria, representantes de milhares de pessoas.
Fica então uma pergunta: Será que nossa opinião realmente é “nossa” opinião? Ou será que apenas seguimos aquilo que o senso comum nos diz que devemos fazer... ser... ou ter?

Edson Moura

quarta-feira, 22 de agosto de 2012

Que bosta que sou (Cinismo)



Por Edson Moura

Quem sou eu com minhas ideologias falhas? Quem sou, que defendo causas perdidas? Quem sou eu que me acho um cidadão respeitável, quando na verdade minha consciência faz acusações tão duras que chego ao ponto de sentir vergonha de mim mesmo? Meu deboche, meu sarcasmo, meu ateísmo “militante”, minha não aceitação dos ditames do senso comum. Não aceitação? Merda nenhuma! Vestir apenas camisas brancas e calças pretas não faz de mim um não-alienado. 

Não sou digno de ser um admirador de Diógenes, cidadão Ateniense dos melhores, Filósofo Cínico, desprezava o conforto e as convenções sociais. Ora, não estou nem pronto para morar num barril, nem pronto para abrir mão da minha TV de 42 polegadas, do meu apartamento confortável, da comida saborosa, dos bons vinhos, da roupa limpa e cheirosa. Que bosta sou então? Um hipócrita, sim, isto sou.

Não domino meus desejos, não almejo uma vida virtuosa. Vivo gozando da frivolidade das necessidades criadas pela existência social. Apenas sei tecer críticas agudas e escárnios, demonstrando a profunda carência de sentido daquilo que as pessoas (eu), em geral, consideram importante e até sagrado. Na transgressão literária que às vezes me dou o direito de escrever, proponho a exposição das pútridas feridas morais escondidas sob o manto da (minha) hipocrisia.

De que moral posso falar? O que é a moral seria a pergunta correta, mas todos, mesmo que inconscientemente, sabemos o que é moral. A minha está arranhada, mas por quê? Sei lá, talvez por levar a cabo aquilo que muitos consideram perversão, talvez por desejar a morte de algum desafeto, talvez por fantasiar com uma mulher casada ou uma garota menor de idade. Talvez o que me fira sejam as lágrimas secas que um dia derramei por um traficante morto, quando para meu avô materno, nem sequer respeitei o luto de minha mãe. Todavia, a parte escorregadia de meu cérebro me absolve, dizendo que o marginal um dia salvara minha vida, quanto ao meu avô, esse nada fez por mim, senão fabricar minha mãe.

Julgo possuir uma ética superior, na qual acredito realmente, ética esta que gostaria de praticar com sinceridade, pois ela é muito diferente da pseudo-moral social que apenas se preocupa em obter vantagem de todas as maneiras possíveis, dando significado à frase de Maquiavel, “os fins justificam os meios”. Quem hoje está disposto a fazer um exame de consciência, quem se propõe a fazer uma reflexão profunda. Com algum empenho e acima de tudo, com muita sinceridade encontraremos personagens muito próximos de nós em pessoas com as quais convivemos diariamente. Encontraremos traços de vários personagens em nós mesmos, principalmente aqueles que julgamos serem maus, nocivos à sociedade, pervertidos, intolerantes, mesquinhos, beligerantes e falsos, muito falsos.

A falha na moral (na minha moral) é tranquilizada quando vejo não ser esta uma exclusividade do pobre, ou do inculto, ou do ateu. Pelo contrário, acredito que seja esta a característica que nivele todos os homens, e os ponham num mesmo patamar de valor. Essa degeneração nivela ricos e pobres, nobres e plebeus, analfabetos e letrados, críticos e alienados. De fato é um vírus mortal que faz da auto crítica uma necessidade vital e permanente de todos, inclusive aos que se dedicam, como eu, à Filosofia.

Aqui estou eu novamente, sentindo-me um lixo, pois a verdade é que não há remédio que alivie a dor da ferida deixada pelas verdades que encontramos escamoteadas dentro de nós mesmos. O que posso fazer é escrever textos porcarias que possam também bater no rosto dos que se dispõe a lê-los. Porque a verdade é que para escrever textos que nos deixem felizes não precisamos de muito esforço, aliás, nem precisamos mais deste tipo de escritos, já temos demais, sobretudo a Bíblia. Devo escrever coisa que nos aflijam, que nos firam, que nos deixem pensativos.

Se o texto que escrevo não despertar o leitor com um soco no plexo solar, porque acharia que deveriam perder tempo lendo? Preciso escrever textos que nos atinjam com a mais dolorosa desventura, que nos assolem profundamente, que revele a fraqueza dentro de cada um, como se falasse da morte de alguém que amamos, que nos façam sentir como se tivéssemos sido banidos para o mais longínquo deserto, longe de qualquer presença humana. Como um suicídio. Um texto que fira o gelo abaixo de nossos pés com um machado, nos fazendo cair no mar congelado de nosso interior.

Gostaria de me achar digno de ser Diógenes. Notem que não disse que gostaria de sê-lo e sim, de me achar digno de poder ser, pois minha consciência me condena. Não sei se um dia poderei trocar os lençóis limpos por trapos imundos, a televisão pela janela, o frango pelo pão seco, a casa por um barril. Não sei se um dia poderei ser um cão assim como ele, para então poder ser admirado por não ser nada mais que um pensador rebelde, e dizer para os muitos Alexandres que existem por aí: “Saiam do meu Sol”.


domingo, 19 de agosto de 2012

Algumas pérolas do facebook



Caríssimo leitor, muito embora eu seja também um dos críticos do facebook, no que tange esta epidemia de pobre de ficar postando fotos e noticias pessoais como se fosse celebridade – mas não é, e, nunca será (risos) – tenho usado muito para postar frases minhas que na verdade são uma síntese e chave de um pensamento meu que no futuro próximo quero voltar a escrever, mas em forma de um texto mais completo, para postar no blog.

Como nesses últimos dias tenho andado muito ocupado, trabalhando muito na área de processamento de dados, fazendo faculdade de psicologia, tendo que ler diversos livros ao mesmo tempo, e ainda tendo que dispor de tempo para minha família, o facebook se tornou para mim uma ferramenta de muita importância para não “enferrujar” meus pensamentos. (Se você não escrever o que você pensa hoje, muito provavelmente você perderá pensamentos amanhã que poderia ter sido verdadeiras perolas)

Passo agora a expor algumas dessas minhas frases que considero pérolas, lembrando que, quem quiser ler mais dessas minhas frases (tento colocar uma por dia), ou conversar comigo online no facebook, eu terei o enorme prazer de estar adicionando e na medida do possível conversando online...o link do meu perfil no facebook é: http://www.facebook.com/marcio.alves.98837

Alguns rabiscos (que vão desde amor, sexo, dinheiro a deus, religião, filosofia e etc) de meu pensamento filosófico:

"Ninguém é mais feliz ou mais triste por deixar ou se tornar religioso ou ateu, até porque sendo ateu ou religioso a vida continua e os problemas também...mas cada um que acredite na mentira que quer acreditar para tentar se iludir e se enganar na busca da felicidade, busca que é legitima, mas, que cada vez mais depende muito mais de que como vemos a vida do que como a vida é realmente" (Filosofo de rua Marcio Alves)

“Amor de verdade não é ficar algumas semanas com uma e depois escrever declarações como “te amo pra sempre” e depois outra e mais uma declaração e jura de amor eterno, mas antes, ficar anos morando juntos até ver a paixão se transformar em amor, e o amor em amizade, pra depois, virar amor de novo, ou seja, você só escolhe amar só na segunda vez, que é quando você deixar de amar para amar novamente, mas desta vez porque quer de novo, porque vale a pena, porque você gostou de amar, de ter aquele sentimento por aquela pessoa, nesta hora você chegou ao ponto mais alto da relação, ao momento mais maduro e sábio, de amar não porque precisa amar, mas de amar porque você quer amar” (filosofo de rua Marcio Alves)

"Impressionante algumas pessoas usarem de títulos religiosos (como pastor, missionário ou até irmã fulano de tal) para conseguir votos de pessoas igualmente religiosas só que mais burras do que ela, porque afinal de contas, quem faz isto é muito inteligente e esta acima da média, e, por isso esta onde esta e usa o que usa para conseguir o que quer" (Filosofo de rua Marcio Alves)

“É muito fácil, seguro e cômodo, as pessoas quererem-nos “ajudar” resolvendo nossos problemas, dilemas e conflitos, não estando em nossa “pele”, não vivendo nossas angustias, não pensando nossos pensamentos, não chorando nossos choros, não dormindo a noite de tanta preocupação, sentados numa zona de conforto, distante de nossos problemas, de onde tudo é simples e fácil de fazer, falar, escolher e decidir. Porque nas teorias, conselhos, palavras e racionalizações é tão simples, rápido e lógico como uma conta de matemática “basta fazer isto para dar aquilo” “escolher isto e não aquilo”, mas na vida real, mergulhados em dramas, vivendo problemas reais e diários, a historia é bem diferente do que apenas sentar confortavelmente em uma “cadeira” e assistir de camarote os dilemas do outro, dando opiniões e conselhos estando de fora. Por isso, que o maior símbolo de amizade esta mesmo na bíblia, onde os amigos de Jó no primeiro momento, APENAS sentaram e choraram com ele suas desgraças, mas toda magia foi logo perdida quando eles resolveram dar uma de “especialista” ajudando a Jó a resolver seus problemas. Há momentos em nossas vidas que a última coisa em que precisamos são “amigos” pra dizer o que devemos ou não fazer, e, em contrapartida, o que mais precisamos são daqueles que vem apenas pra nos ouvir e chorar conosco nossas angustias” (filosofo de rua Marcio Alves)

“É inevitável ao perdermos alguém muito querido nosso, ficar aquele misto de sentimentos e sensações de desejo e ao mesmo tempo magoa que podíamos ter conhecido melhor aquela pessoa. Isto é natural, até porque por mais que se ame e fique junto, ninguém consegue exaurir todo conhecimento sobre alguém. Sempre fica alguma coisa que não sabíamos e que talvez jamais saberemos como era em sua totalidade aquela pessoa, e como era as coisas para ela. Por isso que quando morre alguém, morre com ela sua essência mais intima, pessoal e secreta, e o que fica, são partes bem pequenas da pessoa que foi e que será lembrada segundo interpretações contaminadas pela nossa subjetividade de como imaginávamos, sentíamos e percebíamos ela”. (Filosofo de rua Marcio Alves)

“É muito fácil comer todas (ou dar pra todos) sem ter que se entregar, envolver, amar, se apaixonar, sem responsabilidade, sem precisar dar explicação, mas com isto, acaba se vivendo uma vida prazerosa que é vazia de amor, carinho, afeto, companheirismo, uma vida covarde, que nunca assume os riscos de se frustrar, ferir, magoar, ser traído, abandonado e trocado” (Filosofo de rua Marcio Alves)


Mais destas frases você encontra no link do meu perfil: http://www.facebook.com/marcio.alves.98837

domingo, 29 de julho de 2012

A existência de Deus pode ser mais assustadora do que a sua inexistência




Por: Marcio Alves

Um Deus mal e perverso no controle absoluto do universo, jogando com nossas vidas, brincando e se divertindo com nosso destino, sem alguém superior a Ele para prestar conta do que faz conosco, rindo de nossas desgraças, provocando diversos tipos de catástrofes no mundo, não se importando com ninguém, atraído por sórdidas maldades, quem já imaginou um Deus assim? Ou, quanto um Deus assim pode ser temido?

Sempre quando se imagina um Deus, ou quando a religião cria, sistematizando uma crença em Deus, ela parte dos anseios mais profundos do porão do inconsciente humano, sendo assim, por mais que Deus seja punitivo com os outros que não compartilham da mesma crença e religião, com elas (seguidoras daquela religião), Deus sempre será aquele pai presente, que cuida, ama e preservar os seus filhos, mesmo quando os castiga, faz isto porque ama e se importa com eles. Nesta crença esta embutida, algumas vezes de maneira imperceptível, o “medo de Deus” que toda religião se utiliza para manter seus seguidores fieis. (No cristianismo é o inferno, no espiritismo é o carma, no budismo o samsara e assim por diante)

Esta crença propriamente dizendo é o lado mais infantilizado de todas as religiões, porque em meio a bilhões de seres humanos, com um universo “infinito” para controlar, Deus se importaria logo com este planeta tão pequeno e com seres humanos tão insignificantes (comparados a toda grandeza do universo)?

Pior do que a sua não existência (ateísmo) ou abandono total do nosso planeta (deismo) é a possibilidade de um Deus perverso, déspota, arrogante e malvado no controle do universo. Imagina se no final de tudo – de uma vida de sofrimento, porque o sofrimento esta ligado a existência, todo mundo sofre de alguma maneira e nível – após a morte, existir vida, e nós tivermos que pagar por toda eternidade, prestando conta (cristianismo) diante de um Ser maléfico, que criou uma camará de tortura com “fogo e enxofre” para atormentar nossa vida, e, isto sem fim?

Ou seja, a ideia da existência de Deus é mais apavorante do que a sua inexistência, porque se Ele não existe, não há o que temer, nem em vida e nem depois da morte, mas, e se Ele existir de verdade, quem é capaz de saber como Ele é, e, o que fará conosco?
E, todas as pistas no mundo indica que se há um Deus quem criou tudo, Ele deve ser muito perverso, porque criou um mundo de sofrimento, seres humanos sádicos, uma natureza muito violenta, ou seja, se Ele fosse realmente bondoso, porque não criou um mundo com menos sofrimento?

A questão do sofrimento que eu coloco aqui, e, que sempre foi uma “pedra” no “sapato” do teísmo (crença em Deus) não é o sofrimento moral, causado por outros seres humanos, ainda que Ele pudesse ter feito um ser humano com uma natureza melhor, mas antes, o sofrimento existencial, com milhares de doenças...imagina uma criança encefálica, (apenas um exemplo, para não citar todos) como pode um Deus bom e justo, permitir tamanha crueldade, ainda mais com um ser que não foi capaz de fazer nem bondade e nem maldade ainda?

Sem falar na natureza tão violenta e cruel, por que desde que o mundo é mundo, sempre houve catástrofes, a diferença é que não tinha tantos seres humanos vivendo de modo aglomerado, pois imagina um terremoto na cidade de São Paulo hoje, por exemplo, que catástrofe seria? Diferente se fosse um lugar deserto, há milhares de anos atrás, totalmente desabitado por pessoas...junta se a isto, o fato de termos acesso a todo tipo de informação mundial, isto significa, que temos mais informações hoje do que antes, o que dá a impressão de que o “mundo esta realmente acabando” – a questão principal aqui é: ou Deus existe e é mal, porque criou de propósito um mundo hostil ao ser humano, e aí meu amigo, se existir um Deus assim nós estamos literalmente “fudidos”, ou Deus não existe e a natureza é “cega” e podemos viver e morrer em paz, porque quando “acabar”, para nós realmente “acabou”, de qualquer jeito estamos todos nós (raça humana) no mesmo barco em meio ao mesmo oceano, a diferença é como enxergarmos e/ou como queremos enxergar este oceano....

Como a ciência em questão de Deus não pode provar que Ele existe ou não existe, cabe a você meu caro leitor decidir; acreditar em Deus de maneira religiosa, pessoal (teísmo) e viver a vida “pisando” em ovos, não sendo e não assumindo os riscos de uma vida sem Deus, com liberdade de ser e fazer o que se deseja, até porque na crença Deus é aquele eterno estraga prazer que sempre esta com o seu olhar onipresente de quem não se pode fugir, ou acreditar como os filósofos que Deus é impessoal, (deismo) que não interfere em nossas vidas, e/ou ainda como os ateus (ateísmo) que simplesmente ignoram não acreditando em deus ou deuses, e continuar vivendo a vida totalmente voltada para o “aqui e agora”, sem o peso de ter que prestar contas a Deus, mas apenas a sua consciência?


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