sábado, 29 de janeiro de 2011

Construtores em construção


Por: Marcio Alves

Não podemos entregar a direção do rumo de nossas vidas existentes na existência do ser que é quando vai sendo formado e se formando pelas estradas da vida a deus num determinismo fatalista de quem não tem coragem de se assumir enquanto se é senhor de sua vida.

Embora seja a vida vivida em total liberdade mesmo quando não se escolhe quando se é simplesmente escolhido pelas incontáveis contingências da vida que se vai já sendo ela mesma como um fluxo de um rio que irá desembocar numa cachoeira de não escolhas.

A opção de ser e permitir ser enquanto vai sendo dia a pós dia construído na construção do destino de escolhas impedindo outras, pois seja na passividade da decisão da aceitação da sina do que se é, ou pela atividade do sujeito que procura ser na transformação do que deseja vir a se tornar, pois a grande questão existencial não é o que a vida te levou a ser pelos caminhos impulsionadores da imprevisibilidade do existir, mas antes o que fazemos com o que a vida nos fez, seja para bem ou para mal.

A grande alienação nasce no sujeito que não tem coragem de assumir sua condição e principalmente responsabilidade de que tudo que acontece tem sua indireta ou direta participação, pois por pior que seja os caminhos da trilha do viver sempre se tem uma escolha em que optamos de ser, seja de não mais lutar entregando se ao destino num determinismo fatalista de o que será será e não há nada para mudar, ou pra tomar as rédeas do controle da vida para ser o comandante de uma embarcação em um mar seja tranqüilo ou bravio.

Temos o poder de construir a nossa historia e mundo enquanto vamos conseqüentemente construindo a nós mesmos. Somos o reflexo de nós em nossas historias mesmo que ainda esteja inacabada, nos restando muito pela frente, então assim sendo não mais joguemos para deus ou para a vida a responsabilidade que é nossa de dever vir a ser ou de não ser mesmo que não consigamos e acabamos no final da linha não se sendo.

O futuro será mesmo não se sendo apenas o resultado de nossas escolhas no presente, o que fizermos agora e aqui nos servirá de ponte para o amanhã, não podendo ser jogado a sorte o que nós devemos e podemos fazer, mesmo nas contingências da imprevisibilidade não deixamos de ser sujeitos da historia e não apenas mero expectadores num palco já montado sendo coadjuvantes, mas antes atores que determinarão o final de uma historia que ainda permanece e continuará a estar em aberto.

segunda-feira, 10 de janeiro de 2011

Eclipse - Stephenie Meyer


Resumo do Livro
Um exército de vampiros “recém-nascidos” está à solta nas ruas de Seattle, uma cidade perto de Forks, e Edward está mais alerta que nunca. Enquanto os Cullen vêem este problema como uma desculpa para receberem uma visita dos Volturi, Bella preocupa-se mais em escolher a sua amizade com Jacob Black (permanecendo humana, mas entregue ao castigo dos Volturi por ser a única humana a saber sobre a existência de vampiros) ou o amor que sente por Edward (sendo transformada em vampira e não sendo castigada pelos Volturi) e originar uma batalha entre lobisomens e vampiros, pondo a sua nova familia e os seus antigos amigos em risco. 

Enquanto isso, Edward pede Bella em casamento, que aceita seu pedido. Bella descobre que Victoria é a criadora dos novos vampiros (ela quer se vingar de Edward por ter matado James, seu companheiro. Já que Edward o matou, ela pretende matar Bella) e uma batalha para proteger a adolescente começa. 

Bella se sente confusa com os novos sentimentos que surgem dentro de si, o amor de Jacob Black que vem a ser uma dúvida e o medo da pós-transformação. Os lobisomens aliam-se aos Cullen (que antes eram inimigos mortais) e Victoria é morta por Edward. Os Volturi aparecem mas eles confiam em que Carlisle vai transformar Bella em vampira.

Para saber mais sobre a autora, clique no link a seguir: História da Stephenie Meyer na Estante Online

Mais livros da mesma autora:

Lua Nova - Stephenie Meyer

Resumo do livro

No aniversário de 18 anos de Bella, Edward e os outros Cullen fazem uma festa especial para ela na sua mansão. Porém, ao abrir um dos presentes, Bella acaba se cortando e deixa os vampiros sedentos (com exceção de Carlisle).Edward fica transtornado por colocar Bella repentinamente em perigo, e decide mudar-se com sua família (deixando Bella para trás).

Para ser mais fácil a partida e para Bella poder seguir sua vida como se nada tivesse acontecido, Edward diz a Bella que não a ama.Cinco meses depois da partida de Edward, Charlie fica irritado por Bella nunca fazer nada (além de se lamentar e estudar), e tenta mandá-la para Phoenix novamente.
Bella tem um acesso de fúria, e Charlie decide que Bella pode ficar, desde que volte a sair com seus amigos(ela nunca mais falara com nenhum desde a partida de Edward). 

Ela começa a passar as tardes na casa de Jacob Black, em La Push.Numa dessas tardes,Jacob e Bella vão à praia, e vêem Sam Uley e seus companheiros pulando de um penhasco.Jacob conta para Bella que acha que Sam tem uma “gangue”, e promete levá-la para pular do penhasco algum dia, já que Bella demonstrou interesse.

Numa noite,Jacob, Bella e Mike (da escola de Bella)vão ao cinema, e Mike passa a eles uma virose.Jacob, ao chegar em casa, é alertado por Billy que parece ruim, e ele explode como lobisomem(Bella ainda não sabe desse fato). Como eles devem manter sua existência em segredo, ele diz a Bella que contraiu monocelulose.Bella fica desesperada, pois a média de recuperação de monocelulose é de aproximadamente um mês.Porém, duas semanas depois Jacob “melhora”,e começa a andar com a “gangue” de Sam Uley.Bella quer esclarecimentos, porém acaba brigando com Jacob. 

Eles fazem as pazes numa outra tarde, quando Bella descobre que Jacob é um lobisomem. Jacob conta a Bella que eles mataram Laurent e estão perseguindo a “parceira” dele (na verdade velha amiga), uma vampira ruiva.Bella lembra que a vampira é Victoria, que está atrás dela com sede de vingança pela morte de James. Chegam as férias de verão.Numa tarde, enquanto Jacob e os outros lobisomens caçam Victoria, Bella decide pular do penhasco sozinha.

Alice Cullen tem uma visão de Bella pulando (em seguida morrendo)e corre até Forks. Porém, ao chegar lá, vê que Bella foi salva por Jacob, e fica frustrada pelo fato de que em suas visões não aparecem os lobisomens. Rosalie Hale, confiante da visão de Alice, conta a Edward(que está no Rio de Janeiro) que Bella morreu, e Edward telefona para a casa dos Swan para confirmar. Nesse momento, na casa de Bella, estão Jacob, Bella e Alice(escondida de Jacob),e Jacob atende o telefone.
Edward identifica-se como Carlisle, e pergunta onde está Charlie. Jacob diz “no enterro”. Edward,pensando que Bella está morta, vai até Volterra, na Itália, para se suicidar. O que Edward não sabe é que Charlie não está no enterro de Bella, mas sim no de Harry, que teve um ataque cardíaco enquanto Bella pulava do penhasco. 

Alice entra na sala de Bella(onde ela está com Jacob) e pergunta a ele o que ele disse, pois Edward mentiu ser Carlisle e Rosalie contou a ele que Bella “havia morrido”. Quando Alice conta a Bella que Edward está indo à Itália, Bella se apavora, pois sabe que Edward vai se expôr como vampiro e se matar. Alice e Bella chegam a tempo de impedir a exposição de Edward, e os três, antes de voltar, têm que falar com Aro, um dos três Volturi. 

Aro fica fascinado pelo poder dos três, e quer que eles juntem-se aos Volturi.Nenhum deles aceita.Ao voltar para Forks, Edward diz a Bella que ele sempre a amou, e que mentiu para Bella seguir sua vida normalmente, sem nenhum risco. Ele diz que nunca mais partirá porque os riscos de Bella sem ele são muito maiores, pois “Bella está no meio de Victoria e de cães”(os lobisomens).Bella e Edward reajustam seus horários.

Para saber mais sobre a autora do livro, clique no link a seguir: História de Stephenie Meyer na Estante Online

Crepúsculo - Stephenie Meyer

Resumo do Livro

CREPÚSCULO poderia ser como qualquer outra história não fosse um elemento irresistível: o objeto da paixão da protagonista é um vampiro. Assim, soma-se à paixão um perigo sobrenatural temperado com muito suspense, e o resultado é uma leitura de tirar o fôlego - um romance repleto das angústias e incertezas da juventude - o arrebatamento, a atração, a ansiedade que antecede cada palavra, cada gesto, e todos os medos.

Isabella Swan chega à nublada e chuvosa cidadezinha de Forks - último lugar onde gostaria de viver. Tenta se adaptar à vida provinciana na qual aparentemente todos se conhecem, lidar com sua constrangedora falta de coordenação motora e se habituar a morar com um pai com quem nunca conviveu. Em seu destino está Edward Cullen. Ele é lindo, perfeito, misterioso e, à primeira vista, hostil à presença de Bella o que provoca nela uma inquietação desconcertante. Ela se apaixona.

Ele, no melhor estilo " amor proibido", alerta: Sou um risco para você. Ela é uma garota incomum. Ele é um vampiro. Ela precisa aprender a controlar seu corpo quando ele a toca. Ele, a controlar sua sede pelo sangue dela. Em meio a descobertas e sobressaltos, Edward é, sim, perigoso: um perigo que qualquer mulher escolheria correr.

Sobre a capa da livro:
Stephenie Meyer declarou que a maçã na capa de "Twilight" representa o fruto proibido do livro de Gênesis. Ela simboliza o amor de Bella e Edward, o que é proibido, semelhante ao fruto da árvore do conhecimento do bem e do mal, como está implícito pela citação de Gênesis 3:3 no início do livro. Representa também o conhecimento de Bella daquilo que o bem e o mal são, bem como a escolha que ela tem do "fruto proibido", Edward, escolhendo ou não vê-lo. Em uma das cenas do filme, uma maçã cai e Edward a pega. O jeito que ele pegou a maçã com as duas mãos formou a imagem da capa.


Para saber mais sobre a autora, clique no link a seguir: História de Stephenie Meyer na Estante Online

domingo, 9 de janeiro de 2011

Amanhecer - Stephenie Meyer

Resumo do Livro

Amanhecer (Breaking Dawn, em inglês) é o quarto e último livro da série Twilight (Crepúsculo) de Stephenie Meyer. Foi lançado primeiramente em inglês, em 2 de agosto de 2008. Em 9 de junho de 2009 foi lançado em Portugal e em 26 de junho de 2009 no Brasil, com uma tiragem inicial de 400 mil cópias.

Este livro é dividido em três "livros" ou seções, sendo o primeiro narrado por Bella Swan, o segundo por Jacob Black e o terceiro narrado novamente por Bella Swan. 

De sua primeira tiragem de 3.7 milhões de exemplares nos Estados Unidos, 1.3 milhões foram vendidos nas primeiras 24 horas, estabelecendo um recorde de vendas do primeiro dia no Hachette Book Group USA.

Segundo Stephenie Meyer, a capa de Amanhecer, ilustrada por uma peça rainha de Xadrez, representa a reviravolta do papel de Bella durante este livro, onde ela se torna parte importante na vitória dos Cullen.

Se você é fã da série Crepúsculo e ainda não teve oportunidade de comprar o livro Amanhecer que é a ultima aventura de Edward e Bella, então leia o resumo do livro Amanhecer aqui na Estante Online.

Bella e Edward se casam e durante a lua de mel ela engravida. Temendo que a criança mate Bella, Edward e Carlisle decidem fazer ela abortar mas ela não aceita. Com o tempo de gravidez Bella começa a definhar e precisa de sangue para gerar a criança.

Temendo o que vai nascer, os lobisomens lançam guerra para matar Bella, assim como os Volturi que retornam para matar a criança quando ela nascer. Quando a criança nasce, Bella é transformada por Edward para não morrer. Renesmee é o nome da menina, que é meio vampira.

Alice consegue provar para os Volturi que a menina não é perigosa e a guerra entre Lobos e Vampiros chega ao fim. Bella agora vampira, consegue criar escudos de proteção e Edward consegue ler sua mente, mas só quando ela permite. Os dois parecem viver felizes, mas a eternidade os aguarda.

Essa saga crepúsculo deve ser acompanhada através de livros e filmes pelos fãs que gostaram dessa história que envolve vampiros, lobisomens e seres humanos normais envolvidos com essas duas criaturas que só podem ser vistas nos cinemas, mas também podem ser vistos nesses livros escritos pela escritora americana Stephenie Meyer que conquistou milhões de fãs no mundo inteiro com essa história que felizmente virou filme de sucesso que deve ser assistido para melhor entendimento dessa saga formada por quatro livros e quatro filmes cinematográficos.

Sobre a autora:
Stephenie Meyer (Morgan em solteira; Hartford, 24 de dezembro de 1973) é uma escritora americana, conhecida pelos best-sellers da série Twilight (Crepúsculo), que gira em torno da relação entre a jovem Bella Swan (uma menina tímida e sem auto-estima que se muda para uma nova cidade) e um vampiro, Edward Cullen (um vampiro "vegetariano", por não beber sangue humano, que tem um forte apelo ao sangue da garota ). Dois personagens de contrastes que se apaixonam e resolvem correr o risco de uma proximidade tão perigosa. A história é repleta de romance, aventura, suspense e seres sobrenaturais.

Graças à repercussão da série Crepúsculo, Meyer foi classificada como 49º na lista da revista Time das "100 pessoas mais influentes em 2008". Em 2010, a Forbes classificou-a como a 59º celebridade mais poderosa, com salário anual de US$ 40 milhões.

Os livros da série Crepúsculo já venderam cerca de 116 milhões de cópias ao redor do mundo, com traduções em 37 línguas diferentes, para 50 países. A adaptação cinematográfica de Crepúsculo foi lançada nos Estados Unidos em 21 de novembro de 2008, e no Brasil em 19 de dezembro. Stephenie Meyer também é autora do romance de ficção científica The Host ( tendo este estado também em primeiro lugar na lista de best-sellers do New York Times, já com edição em português).

Título: Amanhecer
Idioma: Português
Tema: Literatura Estrangeira-Romances
Ano:  2009
Tipo de capa: BROCHURA
Páginas: 567
Edição: 1
Autor: Stephenie Meyer
ISBN: 9788598078765
Editora: Intrinseca

Meu nome era Judas - C. K. Stead

Resumo do Livro:

O escritor C.K. Stead propõe uma polêmica alternativa ao Novo Testamento ao contar a história de Jesus pelo ponto de vista de Judas Iscariotes. Nesta versão não há traição, não há beijo, não há divindade, não há milagres, não há suicídio. A história de Judas é a de um homem que ousou ir contra a tradição de sua família para abraçar a causa que lhe parecia verdadeira. 

Depois, testemunha do suplício de Jesus, ele sente perder a esperança quando ouve seu desabafo na cruz; 'Senhor Deus do Céu, por que me abandonaste?'. Décadas mais tarde, tendo renunciado a seu nome, a seu povo e a sua fé, Judas acompanha as notícias sobre a nova religião cristã que então desponta, cujos seguidores insistem em chamá-lo de traidor.

Christian Karlson Stead, Onz , CBE (nasceu 17 out 1932) é uma Nova Zelândia escritor cuja obra inclui romances, poesia, contos e críticas literárias.

Um dos romances de Karl Stead , Smith's Dream, forneceu a base para o filme Sleeping Dogs , estrelado por Sam Neill , o que se tornou o primeiro novo filme Zelândia lançado nos Estados Unidos e. Mansfield: A Novel foi um dos finalistas para 2005 Tasmânia Pacífico Fiction Prize recebeu elogios em 2005 Commonwealth Writers Prize para o Sudeste da Ásia e Pacífico sul.

CK Stead nasceu em Auckland . Para a maior parte de sua carreira foi professor de Inglês na Universidade de Auckland , aposentando-se em 1986 para escrever em tempo integral. Ele recebeu um CBE em 1985 e foi admitido na mais alta honraria da Nova Zelândia pode oferecer, a Ordem da Nova Zelândia em 2007.

Obras do autor:

Se a vontade é livre: Poemas 1954-1962
A Nova Poética (1964)
Smith's Dream (1971)
Cruzando o Bar (1972)
Quesada: Poemas 1972-1974 (1975) 
Andando Westward (1979)
Cinco para o Symbol (1981)
Geografias (1982)
No caso de vidro: Ensaios sobre Literatura da Nova Zelândia (1982)
Paris: Um poema (1984)
Poemas de uma década (1983)
Todos os visitantes em terra (1984)
A Morte do Corpo (1986)
Pound, Yeats, Eliot e do Movimento Modernista (1986)
Between (1988) Entre (1988)
Respondendo ao Idioma: Ensaios sobre escritores modernos (1989)
Vozes (1990)
O Fim do Século no Fim do Mundo (1992)
O Whakapapa Canto (1994)
Villa Vittoria (1997)
 Palha em ouro: Novo e poemas selecionados (1997)
O Blonde Blind com velas em seu cabelo (1998)
Falar sobre O'Dwyer (1999)
A Coisa Certa (2000)
O Escritor no Trabalho: Ensaios (2000)
A História Secreta do Modernismo (2001)
Kin do Lugar: Ensaios sobre os escritores da Nova Zelândia, 20 (2002)
Mansfield: um romance (2004)
Meu nome era Judas (2006)
O Rio Preto (2007)

Autor: C. K. Stead
Editora: A R X
Categoria: Cristianismo
Ano Edição: 2007
ISBN:9788575812686
Nº da Páginas:239
Tipo de capa: Brochura

Há um significado neste Texto? - (Interpretação Bíbliva: Os Enfoques Contemporâneos) Kevin Vanhoozer

Resumo do Livro

Há um significado na Bíblia?
Será que esse significado envolve o leitor ou a maneira de ler? A doutrina cristã tem alguma contribuição a dar aos debates acerca da interpretação, da teoria literária e da pós-modernidade? Essas perguntas são fundamentais para os estudos bíblicos contemporâneos e para a teologia.

Em resposta a elas, Kevin Vanhoozer argumenta que a crise pós-moderna na hermenêutica – "a incredulidade para com o sentido", um ceticismo arraigado que se relaciona à possibilidade de uma interpretação correta – é basicamente uma crise na teologia. Segundo o escritor, ela é provocada por uma perspectiva inadequada a respeito do Criador e pela chamada "morte" de Deus.

A Parte 1 desta obra examina os modos pelos quais a desconstrução e a crítica radical da resposta do leitor “desfazem” os conceitos tradicionais de autor, texto e leitura. Na Parte 2, Vanhoozer defende o conceito do autor e a possibilidade do conhecimento literário, valendo-se dos recursos da doutrina cristã e abordando o significado em termos de ação comunicativa. Uma contribuição importantíssima para a correta compreensão dos textos sagrados! VANHOOZER, Kevin J. Há um significado neste texto? Interpretação bíblica: os enfoques contemporâneos. São Paulo: Vida, 2005. 663 p.)
 
Sobre o Autor:
Quem é Vanhoozer? O autor é professor de teologia sistemática na Trinity Evangelical Divinity School, nos Estados Unidos, desde 1998, tendo também ensinado nessa instituição de 1986 a 1990. Obteve seu mestrado no Seminário Teológico Westminster e seu Ph.D. na Universidade de Cambridge, na Inglaterra.

Sua dissertação de doutorado nasceu de várias entrevistas que fez com o filósofo Paul Ricoeur, particularmente sobre a maneira como, em sua análise filosófica, a narrativa bíblica foi formulada. Ricoeur diria posteriormente numa entrevista que Vanhoozer entendeu sua filosofia melhor do que ele mesmo a entendia. 

Além de conferencista sênior na Universidade de Edimburgo, na Escócia, ele foi membro da comissão de doutrina da Igreja da Escócia, onde teve a oportunidade de aplicar e testar vários aspectos daquilo que veio a se tornar o livro Há um significado neste texto?

O que é esse livro? Em termos gerais, trata-se de um projeto que advoga uma hermenêutica que opere simultaneamente com os elementos autor-textoleitor (equivalentes aos três componentes da fala: locução-ilocução-perlocução). Na primeira etapa (as primeiras 200 páginas) o autor assume uma postura descritiva, permitindo que o leitor conheça as principais tentativas de formular uma hermenêutica que isola um elemento deste paradigma em detrimento dos demais.

Como exemplo da tentativa de “desfazer o autor”, Vanhoozer cita especialmente Jacques Derrida, Ferdinand de Saussure e até mesmo J. Severino Croatto! O que fica claro logo de início é que o autor dispensa caricaturas tradicionalmente feitas de teólogos e filósofos e baseia sua análise em fontes primárias. Para o contexto latino-americano, a inclusão de Croatto na análise é extremamente apropriada, já que sua hermenêutica permeou por décadas a teologia brasileira sem qualquer avaliação ou contestação.

Neste sentido, fiquei surpreso ao ler nas recomendações encontradas nas orelhas do livro a celebração de teólogos brasileiros pela chegada de um material de hermenêutica de indubitável qualidade. Segundo a leitura de Vanhoozer, Croatto acredita que a Bíblia, se ligada aos autores originais, torna-se um depósito fechado de significado, um relicário de épocas e pessoas distantes. Os autores [...] morrem no próprio ato de codificar a sua mensagem (p. 111-112).

Para Vanhoozer, esta postura em relação ao autor ilustra perfeitamente o aforismo de Dostoievski: Se não existe autor, tudo é permitido (p. 112). Em resposta a tal aforismo Vanhoozer pergunta: Todavia, seria essa declaração um motivo para dançar ou para se desesperar? Posso pensar em três razões para fazer ambas as coisas: dançar, sim, mas de uma maneira angustiada, consciente de que se está bailando à beira de um abismo.

Assim, vejo esta primeira parte do livro de Vanhoozer como uma voz de advertência aos teólogos que festejam a morte do autor à Croatto. Conforme diz o subtítulo original da obra (A Bíblia, o leitor e a moralidade do conhecimento literário), a decisão de distanciar o autor de seu texto é uma decisão moral. Para Vanhoozer esta decisão é simplesmente uma maneira de substituir aquele que fala no texto por aquele que lê.

Na segunda parte do livro (as próximas 300 páginas), Vanhoozer assume uma postura construtiva, propondo o que ele entende ser uma abordagem hermenêutica apropriada. Sua proposta é introduzida num contexto filosófico porque foram premissas filosóficas que acabaram informando a hermenêutica do tipo supramencionado. A terminologia utilizada é densa para os que não estão familiarizados
com teoria literária, mas acaba sendo de grande proveito no desenrolar do argumento. Nesta segunda parte do livro Vanhoozer “ressuscita” o autor que tinha sido morto, “redime” o texto que tinha sido desacreditado e “reforma” o leitor que havia perdido as virtudes peculiares a uma hermenêutica cristã. “Apresentarei uma alternativa construtiva à versão de Derrida de leitura responsável, uma alternativa que tira sua orientação básica da crença cristã de que Deus se comunica com os outros (“No princípio era o verbo...”) e que os humanos, criados à imagem de Deus, são igualmente agentes comunicativos” (p. 231).

Quais são as contribuições dessa obra? Definitivamente, o livro não visa instruir o membro de igreja na tarefa de interpretar a Bíblia. O propósito principal, como ele mesmo afirmou, é apresentar uma alternativa construtiva à versão hermenêutica que desfaz o autor, o texto e o leitor. Dentre as inúmeras contribuições oferecidas pelo autor, enumero aqui algumas que poderiam trazer grande auxílio para uma hermenêutica informada por princípios reformados:

1) a inclusão do conceito de ação comunicativa na leitura de textos bíblicos;
2) a redescoberta da distinção entre significado e significância, há muito popularizada por Hirsch em seu livro Validade na Interpretação; 3) a distinção entre leitura densa e tênue; 4) a distinção entre entender e sobreentender;
5) a distinção entre sentido literal, literário e literalista; 
6) a redefinição ou reafirmação do que é um texto, o que é significado, o que é intenção autorial,
o que é interpretação, etc. 

Enfim, todos estes conceitos, sejam eles novos ou redefinidos, prometem trazer grande contribuição para qualquer teólogo que tenha interesse em manter um canal de diálogo aberto com a próxima geração. Com respeito ao uso que o autor faz da Trindade em sua hermenêutica, é bastante encorajador para nós que cremos na inspiração das Escrituras ver a maneira como ele compara o
paradigma autor-texto-leitor com Deus Pai-Deus Filho-Deus Espírito. 

Deus é descrito como o autor/criador, Cristo como o verbo (a palavra/o texto) encarnado que comunica com exatidão a pessoa do Pai, e o Espírito Santo como aquele que atua de maneira crucial na interpretação e aplicação desta Palavra na vida do ser humano. Os que estão mais em sintonia com o a história do evangelicalismo perceberão na dedicatória do livro a Robert H. Gundry a
polêmica da qual o livro originalmente fez parte. 

Quais são as limitações do livro? D. A. Carson, que recomenda entusiasticamente a versão da obra em inglês como o tão esperado caminho de saída do “lamaçal hermenêutico contemporâneo”, identificou algumas limitações na obra da maneira como ela se encontra hoje. Segundo Carson, este tríplice paradigma parece encaixar muito bem em João 1.1-14, onde Cristo é descrito como a palavra de Deus encarnada. 

Fora do Evangelho de João, fica difícil manter essa estrutura com a mesma força. Com respeito à versão do livro em português, também é lamentável que o tom confessional de Vanhoozer tenha sido um pouco abafado em certos lugares nos quais se tinha em vista um paralelo com a linguagem das Escrituras. Um exemplo disto está na primeira frase do capítulo 5, na página 234: “O medo do autor está no começo do conhecimento literário”. 

Em inglês o autor, fazendo um jogo de palavras para lembrar o provérbio bíblico, escreveu: “O temor do autor é o princípio do conhecimento literário”. Mesmo assim, não posso deixar de parabenizar o excelente trabalho de tradução e publicação de uma obra tão pertinente à discussão hermenêutica latino-americana.

Ficha Técnica:
ISBN: 978-85-7367-917-5
Páginas: 664
Formato: 16x23cm
Categoria : Área bíblica/Hermenêutica contemporânea/Filosofia
Acabamento: Brochura
Autor: Kevin Vanhoozer
Editora: Vida


Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...